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Trabalhadores da Contratuh e NCST estão mobilizados: fim da escala 6×1 já!

Chega de exploração! As centrais sindicais ocuparam Brasília nesta terça-feira (1º) para exigir o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salários. Não se trata de um pedido, mas de uma exigência da classe trabalhadora, que não aceita mais ser esmagada por jornadas desumanas enquanto empresários seguem acumulando fortunas.

Às vésperas da votação da PEC 221/2019 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, marcada para esta quarta-feira (2), dirigentes da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e da Contratuh percorreram gabinetes, encararam senadores e deixaram claro: ou o Congresso escuta o povo trabalhador, ou ficará marcado como cúmplice da exploração. O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), já apresentou parecer favorável, mas sabemos que nada se conquista sem pressão e luta.

Nos corredores do Senado, o vice-presidente da NCST, Moacyr Roberto Tesch Auersvald, foi categórico: “Estamos aqui fazendo um trabalho de convencimento, correndo contra o tempo, mas com repercussão positiva. Já estivemos com Otto Alencar, Omar Aziz, Renan Calheiros. Estamos juntos, porque juntos somos fortes.” Sua fala ecoa como chamado à unidade: sem união, não há vitória.

Wilson Pereira, presidente da Contratuh, reforçou que a mobilização não pode parar na CCJ. “É um trabalho dignificante e que precisa ser ampliado. Vários senadores já sinalizaram apoio, mas precisamos que todos os dirigentes sindicais pressionem seus representantes. Depois será no plenário, e temos que trabalhar cada senador para que essa PEC seja aprovada.” Sua mensagem é clara: não basta esperar, é hora de agir, de ocupar, de pressionar sem descanso.

A presidente da NCST, Sônia Zerino, trouxe à luta a voz das mulheres trabalhadoras, que enfrentam dupla e tripla jornada. “Dois dias de folga significam melhores condições de vida, principalmente para nós, que além do trabalho fora carregamos as responsabilidades da casa e da família. Essa luta é pela dignidade das mulheres e de toda a classe trabalhadora.”

As centrais já organizam vigílias em frente ao Anexo II do Senado durante toda a semana, chamando trabalhadores e dirigentes a pressionarem seus senadores por e-mail, telefone e presença física. O recado é direto: não há espaço para neutralidade. Ou se está com os trabalhadores, ou se está com os patrões e o antissindicalismo.

Este é o momento de mostrar força. A história não será escrita pelos acomodados, mas pelos que ousam lutar. O fim da escala 6×1 e a redução da jornada são bandeiras de dignidade, descanso e justiça. O Senado precisa escolher: estará ao lado da classe trabalhadora ou será cúmplice da exploração?

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