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Presidente da Nova Central defende protagonismo feminino e relembra criação de Fórum Nacional

A ampliação da participação feminina nos espaços de poder e a articulação unitária das trabalhadoras marcaram o 7º Encontro Nacional da Mulher Trabalhadora da CTB, realizado nos dias 29 e 30 de maio, na capital paulista. O evento, cujo lema foi “Derrotar o projeto da extrema direita”, contou com a participação de Sônia Zerino, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), que teve papel de destaque nos debates do segundo dia da programação.

O encontro foi encerrado com a aprovação de uma resolução final que servirá como diretriz para as ações das mulheres trabalhadoras em todo o país. Entre as principais bandeiras defendidas pelas participantes estão:

  • Igualdade salarial entre homens e mulheres;
  • Combate à violência de gênero;
  • Valorização do trabalho e ampliação do protagonismo feminino;
  • Defesa da soberania nacional;
  • Fim da escala 6×1 sem redução salarial.

Resgate histórico e a criação do FNMT-CS

Durante sua exposição, a presidente da NCST compartilhou a trajetória de criação do Fórum Nacional de Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais (FNMT-CS), espaço de articulação unitária que ela própria ajudou a fundar em conjunto com dirigentes da CTB, Força Sindical e UGT.

Sônia Zerino explicou que o Fórum nasceu da urgência de unificar a pauta das trabalhadoras frente às profundas desigualdades de gênero no mercado de trabalho e às constantes ameaças aos direitos sociais. Segundo a líder sindical, a consolidação desse espaço exigiu persistência e um enfrentamento contínuo das resistências internas e externas ao movimento sindical.

“O FNMT-CS desempenhou um papel fundamental na construção de uma agenda unificada, fortalecendo a atuação das centrais em temas como igualdade de oportunidades, ampliação de direitos e ocupação de espaços de decisão”, pontuou a presidente da Nova Central.

A dirigente também atribuiu ao Fórum o fortalecimento da presença feminina na base sindical brasileira, destacando a organização de campanhas nacionais e as tradicionais mobilizações em torno do Dia Internacional da Mulher.

Desafios históricos

Ao relembrar as barreiras enfrentadas ao longo de sua trajetória, Sônia Zerino trouxe à tona a histórica vulnerabilidade das trabalhadoras domésticas — categoria marcada pela discriminação e pela negação de direitos básicos. Ela relatou que, durante o processo de mobilização pela PEC das Domésticas no Congresso Nacional, muitas representantes da categoria chegaram a ser recebidas com desrespeito em gabinetes parlamentares.

Para a presidente da NCST, os avanços trabalhistas e sociais conquistados pelas mulheres nas últimas décadas são fruto exclusivo da organização coletiva e da mobilização permanente. Sônia encerrou sua participação reforçando que a democratização das estruturas sindicais e a ocupação de cargos de liderança por mulheres continuam sendo desafios estratégicos e indispensáveis para o fortalecimento da própria democracia no país.

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