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Políticos e sindicalistas unidos para garantir vitória no Senado

A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho e coloca fim à escala 6×1 na Câmara dos Deputados foi recebida pelo movimento sindical como uma conquista histórica da classe trabalhadora. Agora, porém, lideranças sindicais reforçam que a mobilização entra em uma nova etapa: a articulação política junto ao Senado Federal, onde a proposta ainda enfrentará forte resistência de setores empresariais.

O deputado federal Luiz Carlos Motta (PL/SP), presidente licenciado da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), destacou que a ampla votação obtida na Câmara demonstra a força da reivindicação dos trabalhadores e o peso da atuação sindical na construção da proposta. O texto-base da PEC recebeu 478 votos favoráveis no primeiro turno e 460 no segundo, consolidando uma das votações mais expressivas do atual Congresso.

As declarações foram feitas durante conversa com José Reginaldo Inácio, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) e vice-presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), e com Wilson Pereira, presidente da Contratuh e diretor de Finanças da NCST. O encontro teve condução de Moacyr Auersvald, diretor de Relações Institucionais da Nova Central.

Segundo Motta, o avanço da PEC representa mais do que uma mudança na legislação trabalhista. Para ele, trata-se de uma medida capaz de melhorar diretamente a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.

“O grande beneficiado será o trabalhador brasileiro, que terá mais tempo para a família, para a qualificação profissional e para o descanso. Isso significa mais qualidade de vida e melhores condições de trabalho”, afirmou.

Apesar da vitória na Câmara, as lideranças sindicais avaliam que o momento exige intensificação da pressão política e ampliação das mobilizações em todo o país. A avaliação é de que o Senado será palco de uma disputa ainda mais intensa, exigindo unidade entre sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais.

José Reginaldo Inácio classificou a aprovação como um marco histórico, mas alertou que a luta está longe do fim. Segundo ele, o trabalho agora será concentrado no diálogo com os senadores, na sensibilização da sociedade e no fortalecimento da pressão popular para assegurar a aprovação definitiva da proposta.

“O movimento sindical precisa permanecer mobilizado e unido. A etapa do Senado será decisiva e exigirá forte articulação política para garantir que os trabalhadores não percam essa conquista histórica”, ressaltou.

Reginaldo também destacou a importância da atuação de parlamentares comprometidos com a pauta trabalhista e afirmou que a proposta representa uma resposta às perdas acumuladas pelos trabalhadores após a reforma trabalhista de 2017.

Wilson Pereira reforçou a necessidade de manter o sistema sindical mobilizado nos próximos meses. Segundo ele, a participação ativa das entidades representativas será fundamental para enfrentar a resistência de setores econômicos contrários à redução da jornada.

Para o dirigente da Contratuh, Luiz Carlos Motta tem desempenhado papel importante na interlocução entre o movimento sindical e o Congresso Nacional, especialmente na defesa dos direitos trabalhistas e no fortalecimento das entidades sindicais.

Motta confirmou que as articulações políticas já começaram no Senado e afirmou que a estratégia será intensificar o diálogo com lideranças partidárias e parlamentares para acelerar a tramitação da PEC. A expectativa das centrais sindicais é transformar a mobilização nacional em pressão direta sobre os senadores, numa tentativa de repetir no Senado a ampla maioria conquistada na Câmara dos Deputados.

As lideranças sindicais defendem que a aprovação definitiva da PEC poderá representar um novo marco nas relações de trabalho no Brasil, reduzindo o desgaste físico e mental dos trabalhadores, ampliando o tempo de convivência familiar e promovendo melhores condições de vida para milhões de brasileiros.

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