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Centrais se mobilizam em novo encontro contra a escala 6×1

No dia 13 de maio, as Centrais Sindicais realizarão a Assembleia Virtual Nacional Contra a Escala 6×1, marcada para as 19 horas, com o lema “Mais tempo para viver”. O ato integra a mobilização pela redução da jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais, sem redução salarial, e faz parte da estratégia de pressão sobre o Congresso Nacional em torno da PEC 221/2019 e da PEC 8/2025, atualmente em destaque na comissão especial da Câmara. A iniciativa pretende reunir trabalhadores, dirigentes sindicais e militantes de diversas regiões do país, fortalecendo a articulação nacional e ampliando a pressão sobre os parlamentares que irão analisar o parecer da comissão ao longo de maio.

O Movimento Sindical tem adotado uma estratégia de mapeamento dos deputados para orientar a atuação nos estados e no Congresso. Segundo André Santos, analista político do Diap, os parlamentares foram classificados em três grupos: os contrários radicais, os indecisos — que estão sendo alvo de sensibilização nos estados — e os favoráveis, que compõem a base do Movimento Sindical. O objetivo é direcionar esforços para convencer os indecisos e consolidar apoio.

A agenda de mobilização prevê diversas ações durante o mês. No dia 19 de maio ocorrerá o Dia Nacional de Luta e uma audiência; no dia 20 será apresentado o parecer final; em 26 de maio está marcada a votação do relatório; e no dia 27, a análise no plenário da Câmara dos Deputados. A Comissão Especial responsável pelas propostas já definiu um calendário com audiências públicas, seminários e debates sobre os impactos econômicos e sociais da redução da jornada, abordando temas como saúde, tempo livre, relações de trabalho e reorganização da vida social. A campanha sindical defende que reduzir a jornada significa ampliar direitos e qualidade de vida.

Trabalhadores de todo o país podem participar do debate e fortalecer a mobilização nacional por meio da inscrição na Assembleia Nacional Virtual.

Serviço

  • 13/05, 10h – 3ª Audiência Pública: Negociações espontâneas e casos concretos, com experiências como 4 Day Week e Chilli Beans.
  • 13/05, 14h – 4ª Audiência Pública: Aspectos sociais e importância do Diálogo Social, com participação da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, SINAIT, DIEESE e Movimento Vida Além do Trabalho.
  • 14/05, 9h30 – Seminário São Paulo, Palácio do Trabalhador, Força Sindical.
  • 15/05, 10h – Seminário Rio Grande do Sul.
  • 16/05 – Seminário Maranhão.
  • 18/05, 16h – 5ª Audiência Pública: Perspectiva dos empregadores, com confederações patronais.
  • 19/05, 10h – 6ª Audiência Pública: Impacto sobre a vida das mulheres e na saúde de quem trabalha, com participação do Ministério das Mulheres, Ministério da Saúde, Fenatrad e Fundacentro.
  • 19/05, 14h – 7ª Audiência Pública: Perspectiva da classe trabalhadora, no Auditório Nereu Ramos, com Centrais Sindicais e Confederações Setoriais.
  • 20/05 – Apresentação do Parecer, em duas sessões.
  • 21/05, 10h – Seminário Belo Horizonte.
  • 22/05 – Seminário Manaus.
  • 25/05 – 8ª Audiência Pública: Impacto sobre o Trabalho Rural.
  • 26/05, 10h – Votação do Parecer.

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