O Senado ainda não avançou na análise da PEC 221, que propõe o fim da escala 6×1 e a adoção da jornada semanal de 40 horas. Para Miguel Torres, presidente nacional da Força Sindical, somente uma mobilização firme poderá evitar que a decisão seja adiada para o próximo ano.
Ele defende que atos públicos e manifestações em locais de trabalho e pontos de grande concentração popular sejam organizados pelas Centrais Sindicais, a fim de pressionar o Congresso. “O ambiente está morno e precisa ganhar temperatura”, afirma.
Segundo Torres, há uma janela de duas semanas para que o sindicalismo exerça pressão, antes que senadores e deputados mergulhem em suas campanhas eleitorais. Nesse período, o movimento busca reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já que o andamento da PEC depende diretamente de sua condução.
O dirigente também relaciona a mobilização à conjuntura eleitoral: acredita que o engajamento dos movimentos sindical e popular pode fortalecer a candidatura de Lula e até favorecer uma vitória já no primeiro turno. Para isso, pretende dialogar com o ex-presidente e sua equipe, destacando a importância da aprovação da PEC para milhões de trabalhadores brasileiros.
Wilson Pereira, presidente da Confederação dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade – CONTRATUH, também manifesta apoio à proposta. Para ele, a redução da jornada e o fim da escala 6×1 representam conquistas históricas para os trabalhadores do setor de turismo e hospitalidade, que enfrentam rotinas extenuantes. “A aprovação da PEC é fundamental para garantir dignidade e qualidade de vida a quem sustenta a economia com seu trabalho diário”, ressalta.
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