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Carrefour negocia venda de 21 lojas e reduz supermercados de bairro

Acordo com o Grupo Pereira envolve unidades em São Paulo e no Distrito Federal e depende de aprovação do Cade. Mudança também levanta perguntas sobre o futuro dos trabalhadores dessas lojas.

O Grupo Carrefour Brasil acertou a venda de 21 supermercados da bandeira Carrefour Bairro ao Grupo Pereira, proprietário das redes Comper e Fort Atacadista. São 15 unidades em São Paulo e seis no Distrito Federal. O pacote inclui ainda drogarias e postos de combustível vinculados à operação. O valor de R$ 360 milhões divulgado pela imprensa é uma estimativa de mercado; a conclusão do negócio depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). UOL Economia

Com a transferência, o Carrefour venderá 21 das 26 lojas que mantinha nesse formato no país, permanecendo com cinco. A operação faz parte de uma revisão de seu portfólio, com prioridade para formatos maiores, entre eles o Atacadão, os hipermercados Carrefour e o Sam’s Club. Isso não significa uma saída da empresa do Brasil: o grupo afirma que continuará investindo no mercado brasileiro.

Para o Grupo Pereira, o acordo representa uma entrada expressiva no varejo supermercadista paulista e amplia sua presença no Distrito Federal. Dono de uma operação que combina supermercados e atacarejo, o grupo ganha de uma só vez pontos comerciais em regiões de grande circulação. A compra mostra como redes brasileiras em expansão vêm ocupando espaços deixados por empresas que reorganizam suas lojas e prioridades.

A mudança de controle, porém, não se resume às marcas nas fachadas. Nas lojas, trabalhadores precisam saber como ocorrerá a transição, quais serão as condições de emprego e se haverá alterações de equipes, funções ou jornadas. Até o momento, as informações divulgadas sobre o acordo não permitem afirmar que haverá demissões nem garantem que todos os postos serão mantidos. Por isso, a comunicação das empresas com os empregados e o acompanhamento dos sindicatos serão essenciais durante a análise do negócio e a eventual transferência das unidades.

Para os consumidores, a troca de bandeira poderá trazer mudanças no funcionamento e na oferta das lojas, ainda não detalhadas para cada endereço. Para o setor, a negociação revela duas estratégias em curso: o Carrefour concentra recursos nos formatos que considera prioritários, enquanto o Grupo Pereira aposta na ampliação de sua rede de supermercados em mercados disputados. O efeito concreto para clientes e trabalhadores ficará mais claro após a decisão do Cade e a apresentação do plano de transição das lojas.

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