A resposta direta é não. O risco de o Brasil registrar um abalo sísmico da mesma magnitude e com o potencial devastador dos que atingiram a Venezuela (magnitudes 7.2 e 7.5) e a Colômbia (7.4) é extremamente baixo.
Por que a diferença?
- Estabilidade Geológica: O Brasil está localizado no centro da Placa Tectônica Sul-Americana, uma região geologicamente antiga e estável. Já a Colômbia e a Venezuela ficam nas bordas dessa placa, bem próximas ao ponto de encontro com as placas de Nazca e do Caribe, onde o atrito e o acúmulo de energia são constantes.
- Histórico Nacional: O maior terremoto registrado na história do Brasil ocorreu em 1955 (com dados revisados em estudos posteriores e frequentemente citados em catálogos sismológicos, embora o texto do R7 mencione um evento de 6.2 em 1995 na Serra do Tombador, MT). Mesmo os maiores tremores no país raramente causam danos graves porque a liberação de energia por aqui é limitada.
O que acontece no Brasil?
Embora livre de grandes catástrofes, o território brasileiro não é totalmente imune a tremores:
- Pequenos Sismos: Ocorrem abalos de baixa intensidade (geralmente abaixo de magnitude 4.0), provocados por pequenas falhas e acomodações locais na crosta terrestre. Regiões como o Nordeste (Ceará e Rio Grande do Norte), Minas Gerais e o Acre são as mais propensas a essas atividades.
- Reflexos de Vizinhos: O principal efeito sentido no Brasil costuma ser o reflexo de grandes terremotos nos Andes. Como as ondas sísmicas de tremores profundos viajam por milhares de quilômetros, reflexos de abalos na Colômbia ou Peru são frequentemente sentidos nos andares mais altos de prédios em cidades como Manaus ou até em São Paulo.
Seguro
O Brasil continua sendo um país com excelente segurança tectônica. Tremores vão continuar acontecendo, mas cenários de destruição em massa como os observados nos países vizinhos estão fora da nossa realidade geológica.
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