Pergunto: Alguma vez você já se sentiu silenciada, excluída ou desqualificada por outra mulher em ambientes pessoais ou profissionais? A grande maioria me responde que SIM.
E talvez isso nos convide a uma reflexão importante. Não para apontar culpadas, mas para compreender que nem toda dor feminina nasce apenas das desigualdades estruturais. Algumas também surgem das relações que construímos entre nós.
Sabemos que nem toda forma de violência contra mulheres acontece de maneira explícita. Muitas vezes, ela aparece em comentários disfarçados de opinião, julgamentos precipitados, invalidação constante ou exclusões silenciosas dentro de ambientes profissionais e sociais.
Esse é um tema delicado porque não existe uma narrativa simples. Mulheres também foram formadas em estruturas que, durante muito tempo, estimularam a competição por espaço, reconhecimento e validação. Isso não justifica determinados comportamentos, mas ajuda a compreender como alguns padrões acabam sendo reproduzidos até hoje.
Os dados mostram que ainda estamos longe de construir ambientes verdadeiramente seguros e saudáveis. No Brasil, 76% das mulheres afirmam já ter vivido situações de assédio, violência ou constrangimento no ambiente de trabalho. Além disso, o assédio moral e psicológico segue sendo uma das formas mais recorrentes de violência nas relações profissionais, muitas vezes de maneira difícil de denunciar, por medo ou julgamento.
Refletir sobre isso não significa colocar mulheres umas contra as outras. Significa reconhecer que liderança feminina, equidade e sororidade também passam pela forma como ocupamos nossos espaços e tratamos outras mulheres ao nosso redor.
Afinal, discordar não é humilhar. Competir não é desqualificar. Liderar e calar a voz.
Talvez uma das reflexões mais importantes do nosso tempo seja justamente esta: que tipo de ambiente estamos ajudando a construir umas para as outras?
Fortalecer mulheres não deveria significar eliminar diferenças, mas criar espaços mais humanos, conscientes e respeitosos. Porque, quando mulheres encontram ambientes seguros para existir e crescer, a transformação deixa de ser individual e passa a impactar toda a sociedade.
Que a nossa força não esteja em competir por espaços escassos, mas em construir caminhos onde mais mulheres possam avançar juntas.
Isso é sororidade.
Vamos juntas mudar esse cenário?
Compartilhe comigo o nome de uma mulher que é exemplo de Sororidade para vc.
- Edna Vasselo Goldoni Presidente do IVG e CEO VGDH| Comendadora – Palestrante| Idealizadora do Programa de Mentoria – Nós por Elas e do Semeando Pérolas| HR Influencer 21-22| HR Influencer Top Of Mind 2023/2024/2025| Integrante do G100.
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