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Violência contra a mulher, quando mais acontece


Pesquisas recentes confirmam que a violência contra a mulher aumenta significativamente nos fins de semana no Brasil, especialmente aos domingos, quando ocorrem cerca de 20% dos feminicídios tentados ou consumados. Estudos apontam que esse crescimento está ligado ao maior tempo de convivência doméstica e ao consumo de álcool, funcionando como fatores agravantes.

Estatísticas

Domingo é o dia mais crítico: 20,53% dos feminicídios tentados ou consumados ocorrem nesse dia.

  • Sábado vem em seguida: 18,63% dos casos.
  • Sexta, sábado e domingo juntos: concentram mais da metade das ocorrências (52%).
  • Aumento nos fins de semana e feriados: os casos crescem quase 70% nesses períodos em comparação com dias úteis. A média diária sobe de 8 para 14 ocorrências.
  • Dados de 2025: 6.904 vítimas de feminicídio (tentado ou consumado), um aumento de 34% em relação a 2024.
  • Violência doméstica não letal: em 2024, foram registrados 293.842 casos de mulheres vítimas de agressões, sendo 79,9% dentro de casa e 64% praticadas por familiares ou parceiros.

 

Fatores associados

  • Maior tempo de convivência: finais de semana e feriados prolongados aumentam a exposição da vítima ao agressor.
  • Consumo de álcool e drogas: não são a causa direta, mas funcionam como “disparadores” em contextos já violentos.
  • Eventos esportivos e grandes celebrações: também registram picos de agressões, segundo estudos acadêmicos.
  • Perfil das vítimas: mulheres negras são as mais atingidas, representando 67,5% dos homicídios femininos em 2024.

 

Panorama nacional

Indicador (Brasil) Valor
Homicídios de mulheres (2024) 3.642 casos (3,4 por 100 mil mulheres)
Feminicídios tentados/consumados (2025) 6.904 casos
Crescimento em fins de semana/feriados +67%
Violência não letal (2024) 293.842 casos
Ocorrências dentro de casa 79,9%

Prevenção

Os dados mostram que o lar é o principal espaço de risco para mulheres, e os fins de semana são períodos críticos. O consumo de álcool e drogas intensifica conflitos, mas o fator estrutural é o machismo e a misoginia, que sustentam a violência de gênero. Especialistas reforçam a necessidade de políticas públicas de prevenção, fortalecimento das redes de proteção e apoio às vítimas, especialmente em períodos de maior vulnerabilidade.

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