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Urnas eletrônicas: confiar no voto é fortalecer a democracia

Em toda eleição, volta ao debate a credibilidade das urnas eletrônicas brasileiras. É natural que existam questionamentos sobre qualquer sistema utilizado em um processo tão importante. Afinal, o voto é a principal ferramenta que o cidadão possui para decidir os rumos do país.

Mas é igualmente importante que esse debate seja baseado em fatos e evidências, e não em boatos ou informações falsas.

O sistema eletrônico de votação brasileiro começou a ser utilizado em 1996 justamente para reduzir fraudes que eram comuns na época das cédulas de papel. Desde então, o processo passou por sucessivos aperfeiçoamentos tecnológicos, auditorias e mecanismos de fiscalização.

As eleições brasileiras são acompanhadas por representantes dos partidos políticos, do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), das Forças Armadas (nos termos da legislação), de universidades e de outras entidades fiscalizadoras. Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza testes públicos de segurança, permitindo que especialistas tentem encontrar vulnerabilidades para que elas sejam corrigidas.

Outro fator importante é que as urnas não ficam conectadas à internet durante a votação, reduzindo significativamente riscos de invasões externas.

O voto pertence ao cidadão

Independentemente da preferência política de cada eleitor, a confiança nas regras do processo eleitoral é um dos pilares da democracia.

Quando o cidadão deposita seu voto na urna, espera que ele seja contado exatamente como foi registrado. Da mesma forma, quem vence e quem perde uma eleição deve reconhecer o resultado obtido dentro das regras estabelecidas pela Constituição e pela Justiça Eleitoral.

Isso não significa que o sistema seja imune a aperfeiçoamentos. Toda tecnologia pode evoluir, e discutir melhorias faz parte do processo democrático. O que não fortalece a democracia é espalhar acusações sem provas ou estimular a desconfiança generalizada sem fundamentos técnicos.

O trabalhador tem interesse direto nisso

Para o trabalhador, a eleição define muito mais do que nomes. Ela influencia decisões sobre salário mínimo, aposentadoria, jornada de trabalho, negociação coletiva, direitos sociais, políticas públicas, educação, saúde e geração de empregos.

Por isso, preservar a confiança no processo eleitoral significa proteger o direito de cada cidadão escolher livremente seus representantes.

Mais importante do que desconfiar das urnas é fiscalizar os candidatos, acompanhar seus mandatos e cobrar o cumprimento das promessas feitas durante a campanha.

No fim das contas, a democracia depende menos da tecnologia utilizada para votar e muito mais da participação consciente de cada eleitor.

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