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Trabalhadores se reúnem em Brasília na CONCLAT, cobram atenção ao sindicalismo

Brasília foi palco, nesta quarta-feira (15), de uma grande mobilização da classe trabalhadora. Milhares de pessoas vindas de diferentes regiões do país participaram da Conferência da Classe Trabalhadora (CONCLAT) e da Marcha da Classe Trabalhadora, organizadas de forma unitária pelas Centrais Sindicais. O encontro, realizado em frente ao Teatro Nacional, apresentou a Pauta da Classe Trabalhadora 2026–2030, documento construído coletivamente que reafirma a defesa dos direitos, da democracia e de um projeto de desenvolvimento nacional com valorização do trabalho.

Entre os pontos centrais da pauta estão a redução da jornada sem corte de salários, o fim da escala 6×1, a valorização do salário mínimo, a geração de empregos de qualidade, o fortalecimento dos sindicatos, a regulamentação do trabalho por plataformas e o combate à pejotização. A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) marcou presença com militantes e dirigentes, reforçando a importância da unidade neste momento decisivo. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (CONTRATUH) também levou delegações de todo o Brasil, com o presidente Wilson Pereira incentivando a mobilização da categoria.

A presidente da NCST, Sônia Zerino, destacou a relevância da união das centrais e agradeceu a participação de trabalhadores de diferentes regiões, ressaltando o lema do ato: “Empregos, Direitos, Democracia, Soberania e Vida Digna”. Ela chamou atenção para a necessidade de incorporar o combate ao feminicídio às pautas sindicais, defendendo a ratificação da Convenção 190 e a articulação com o Ministério das Mulheres para enfrentar a violência contra a mulher, especialmente contra mulheres negras. “Só com mobilização podemos mudar a realidade dos trabalhadores no Congresso”, afirmou.

Após a plenária, os participantes seguiram em marcha pela Esplanada dos Ministérios. A pauta será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Pela primeira vez, o Fórum Sindical de Trabalhadores se somou oficialmente ao evento, defendendo a unicidade sindical e a representação por categoria, conforme previsto no Artigo 8º da Constituição. A mobilização reforçou a pressão da classe trabalhadora sobre os Três Poderes, em busca de avanços concretos nas reivindicações apresentadas.

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