As enchentes, secas, deslizamentos e ondas de calor têm se tornado cada vez mais frequentes e intensos, reforçando a necessidade de prevenção e preparação da população diante dos riscos climáticos. Neste contexto, o Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, celebrado em 13 de outubro, destaca a importância de fortalecer a resiliência das famílias e comunidades, especialmente das mulheres, que costumam enfrentar impactos mais severos em situações de emergência.
O alerta ganha ainda mais relevância diante das previsões meteorológicas para o Brasil, que apontam aumento dos extremos climáticos, com possibilidade de agravamento da seca em algumas regiões e chuvas acima da média em outras. Embora os desastres atinjam toda a população, seus efeitos não são sentidos de forma igual. Muitas mulheres, especialmente aquelas responsáveis pelos cuidados de crianças, idosos ou pessoas com deficiência, encontram maiores dificuldades para reagir a essas situações, seja pela falta de informação, recursos financeiros ou acesso a redes de proteção.
A perda da moradia, da renda e dos serviços básicos pode ampliar a vulnerabilidade feminina e aumentar a exposição a diferentes formas de violência durante e após os desastres. Por isso, especialistas reforçam a importância de que mulheres e famílias estejam preparadas para emergências, conhecendo os riscos da região onde vivem, acompanhando os alertas meteorológicos e definindo previamente rotas de evacuação e locais seguros.
Nos últimos anos, políticas públicas têm buscado incorporar a perspectiva de gênero às ações de adaptação climática e gestão de desastres. Entre as iniciativas estão estratégias voltadas à proteção das mulheres em situações de emergência, à garantia de acesso a serviços essenciais e ao fortalecimento de sua participação nos processos de prevenção e reconstrução das comunidades afetadas.
A orientação dos órgãos de defesa civil é que a população acompanhe os avisos meteorológicos, evite áreas alagadas durante episódios de chuva intensa e mantenha atenção especial às necessidades de grupos mais vulneráveis, como gestantes, crianças, idosos e pessoas com deficiência. Em casos de emergência, é fundamental buscar abrigo em locais seguros e seguir as recomendações das autoridades para reduzir riscos e preservar vidas.
Fonte: Agência Brasil, com foto de Paulo Pinto.
*********





