Está definida mais uma iniciativa da Contratuh. Será outro encontro on-line, dia 22 de outubro, a partir das 13h30, com dois temas: “A dificuldade da mulher trabalhadora no acesso ao tratamento do câncer de mama”, pela advogada, presidente do MCTP e diretora nacional da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica, Cláudia Patrícia Lula e “Outubro Rosa e o Olhar das Trabalhadoras”, pela sindicalista Clátia Vieira, advogada e mestra em Relações Étnico-Raciais e coordenadora do Fórum Nacional de Mulheres Negras.
Câncer de Mama
O câncer de mama continua sendo o tipo de câncer que mais acomete mulheres no Brasil. Todos os anos, cerca de 73 mil brasileiras recebem esse diagnóstico. Além disso, mais de 20 mil mulheres perdem a vida para a doença anualmente, o equivalente a aproximadamente 55 mortes por dia.
No mundo, a realidade também é alarmante: a cada minuto, quatro mulheres são diagnosticadas com câncer de mama e uma mulher morre em decorrência da doença.
Diante desses números, o Outubro Rosa não pode ser reduzido a uma ação de marketing, uma decoração temática ou uma estratégia de visibilidade para marcas e empresas. Camisetas cor-de-rosa, laços, iluminação especial e campanhas visuais são bem-vindos, mas, sozinhos, não transformam realidades.
A verdadeira adesão ao Outubro Rosa acontece quando existe um compromisso contínuo com a saúde das mulheres.
Sua empresa facilita o acesso a consultas e exames preventivos? Permite que colaboradoras realizem mamografias sem receio de prejuízos profissionais? Incentiva hábitos saudáveis, atividade física e alimentação adequada? Promove ações de conscientização durante todo o ano e não apenas em outubro?
Também é importante refletir sobre o acolhimento. Quando uma colaboradora recebe o diagnóstico de câncer de mama, ela encontra apoio ou enfrenta preconceitos e insegurança? O tratamento exige consultas frequentes, exames, cirurgias, radioterapia, quimioterapia e, muitas vezes, afastamentos temporários. Nesse momento, empatia e suporte fazem toda a diferença.
Se houver a criação de produtos ou campanhas especiais para o Outubro Rosa, que elas estejam acompanhadas de um propósito real, com apoio efetivo a instituições, projetos ou ações que beneficiem pacientes e suas famílias.
Precisamos lembrar que estamos falando de pessoas, histórias, famílias e vidas. O câncer de mama não é apenas uma estatística. É uma realidade que atinge milhões de mulheres em todo o mundo e exige informação, prevenção, diagnóstico precoce, acolhimento e responsabilidade coletiva.
Que o Outubro Rosa seja um convite à ação permanente. Não apenas durante um mês, mas ao longo de todo o ano.
Conscientizar é importante. Cuidar é essencial. Agir é indispensável.
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