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Recordes de empregos formais esbarram em salários e qualificação

O turismo brasileiro em 2026 bateu recorde histórico de empregos formais, superando a marca de 2,44 milhões de trabalhadores com carteira assinada e criando quase 100 mil novas vagas em apenas um ano. Esse crescimento reforça o papel do setor como motor da economia e amplia oportunidades para profissionais em hospedagem, alimentação, transporte e serviços culturais.

Mercado de trabalho no turismo (2026)

  • Total de empregos formais:443.880 trabalhadores em junho de 2026, maior número já registrado.
  • Novas vagas criadas:759 postos em 12 meses.
  • Crescimento anual: 5% em relação a junho de 2025.
  • Saldo positivo no semestre:596 empregos formais entre janeiro e junho.
  • Admissões vs. desligamentos:096 contratações contra 810.500 demissões no primeiro semestre.

Segmentos que mais contrataram

  • Alimentação: +44.618 vínculos formais.
  • Hospedagem: +13.386 vagas.
  • Transporte terrestre: +11.142 empregos.
  • Outros setores como transporte aéreo, agências de viagens e atividades culturais também registraram expansão.

Impacto aos trabalhadores

  • Mais oportunidades formais: redução da informalidade, ainda predominante em parte do setor.
  • Valorização da mão de obra: crescimento da demanda por profissionais qualificados em idiomas, atendimento e gestão.
  • Distribuição regional: grandes centros turísticos concentram vagas, mas há expansão em destinos emergentes.
  • Turismo de negócios: movimentou R$ 7,18 bilhões no primeiro semestre de 2026, ampliando empregos em serviços corporativos.

Impulsionaram o crescimento

  • Aviação doméstica: 50,1 milhões de passageiros entre janeiro e junho, recorde histórico.
  • Turismo internacional: aumento contínuo de visitantes estrangeiros, fortalecendo a demanda por serviços locais.
  • Políticas públicas: apoio do Ministério do Turismo e programas de incentivo à formalização e capacitação.

Desafios continuam

  • Déficit na balança turística: brasileiros gastam mais no exterior do que estrangeiros no Brasil.
  • Qualificação profissional: necessidade de ampliar cursos técnicos e idiomas para atender turistas internacionais.
  • Infraestrutura desigual: regiões com potencial turístico ainda carecem de investimentos em transporte e serviços.

O turismo brasileiro vive um momento extraordinário em 2026, com recordes de visitantes e empregos formais. Para os trabalhadores, isso significa mais oportunidades e renda, mas também exige políticas de qualificação e valorização da mão de obra para que o crescimento seja sustentável e inclusivo.

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