Durante audiência pública realizada no Senado Federal, o presidente da CTB-RS e representante da CTB Nacional e dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade – Contratuh, Rodrigo Callais, subiu o tom contra as tentativas de adiar o debate sobre o fim da jornada de trabalho na escala 6×1. Callais rebateu firmemente os críticos que questionam a celeridade da tramitação da proposta e aqueles que tentam deslegitimar a urgência da pauta, associando de forma oportunista o ritmo das discussões ao calendário eleitoral.
Para o dirigente sindical, o argumento de que o tema está sendo tratado com pressa ignora a realidade do chão de fábrica e do comércio. A verdade por trás desse debate é simples e dolorosa: quem vive há anos submetido a uma rotina exaustiva, com apenas um único dia de descanso por semana, sabe muito bem que essa luta não pode mais esperar por conveniências políticas ou prazos institucionais. A pressa, segundo Callais, não é eleitoreira; a pressa é da classe trabalhadora, que já se encontra no limite do esgotamento físico e mental.
O líder da CTB enfatizou que a redução da jornada semanal, mantendo-se integralmente os salários, é uma medida urgente de justiça social. Não se trata apenas de uma reorganização de horários, mas sim de uma garantia real de mais saúde, tempo de convivência familiar, qualidade de vida e, acima de tudo, dignidade para os homens e mulheres que sustentam o país diariamente com a força do próprio trabalho.
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