A Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), durante reunião virtual, para discutir a proposta de implementação da autorregulação no sistema sindical brasileiro defendeu entre outras coisas o sistema confederativo. O encontro, realizado por videoconferência, reuniu dirigentes de diversas regiões do país e destacou a necessidade de unidade, diálogo e muita atenção diante das mudanças que impactam a estrutura sindical e os direitos dos trabalhadores.
Durante a reunião, a diretoria executiva reafirmou o compromisso da central com a defesa do sistema confederativo e da unicidade sindical, considerados pilares históricos da organização sindical brasileira. A avaliação da entidade é de que qualquer alteração estrutural deve ser debatida de forma ampla, democrática e com participação efetiva das entidades representativas dos trabalhadores.
Para a presidente Sônia Zerino, da NCST, o momento exige atenção permanente, capacidade de articulação e disposição para o diálogo, de modo a garantir que o sistema sindical continue a cumprir seu papel na defesa dos trabalhadores.
Já o presidente da Contratuh, Wilson Pereira, encara a situação como uma luta política das mais arduas. “O Sistema Confederativo é a luta pela política e legislação nacional. Debatendo com o próprio Presidente e seus auxiliares do Executivo e especialmente com o sistema parlamentar brasileiro, tem encontrado dificuldades pela falta de uma representação classista mais expressiva em nosso parlamento. O Congresso Nacional, em sua grande maioria, é composto pelas representações empresariais, religiosas e classes dominantes, e assim oferece resistência quando o tema é favorecer o trabalhador. Com raras vozes nas tribunas e poucos votos nas comissões, o trabalhador fica à mercê dos setores representativos e quase sempre vem perdendo direitos conquistados há longos anos, como ocorreu durante a malfadada Reforma Trabalhista.”
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