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Defeso Eleitoral está vigorando. Proteja-se contra o Assédio!

Desde sábado, 4 de julho, está em vigor o chamado defeso eleitoral, período de restrições que antecede o primeiro turno das eleições de 2026 e se estende até 25 de outubro. O objetivo é impedir que a estrutura pública seja usada em benefício de candidatos e assegurar que trabalhadores estejam livres de pressões e do assédio eleitoral.

As normas atingem todos os agentes públicos: ocupantes de cargos eletivos, servidores efetivos, comissionados e contratados temporariamente. O descumprimento pode resultar em multas de R$ 5 mil a R$ 100 mil, além da cassação do registro ou diploma do candidato favorecido.

O que está proibido

  • Publicidade institucional: órgãos públicos não podem divulgar propaganda de atos, programas, obras ou serviços, salvo em casos de grave necessidade reconhecida pela Justiça Eleitoral.
  • Uso de bens públicos: veículos oficiais, prédios e recursos da administração não podem ser utilizados em campanhas.
  • Servidores em campanha: não podem ser cedidos nem atuar em comitês durante expediente, salvo se estiverem licenciados.
  • Transferência de recursos: suspensas as transferências voluntárias da União para estados e municípios, e dos estados para municípios, exceto em obras já em andamento ou situações emergenciais.
  • Inaugurações de obras: candidatos estão proibidos de participar de inaugurações nos três meses que antecedem a eleição, bem como contratar shows artísticos com verba pública.
  • Movimentação de pessoal: vedada a nomeação, contratação, demissão sem justa causa, remoção ou transferência de servidores na circunscrição do pleito, salvo exceções ligadas a cargos de confiança ou serviços essenciais.

O que continua permitido

A administração pública segue funcionando normalmente. Estão autorizadas:

  • Nomeações para cargos comissionados e funções de confiança.
  • Contratações necessárias para manter serviços essenciais.
  • Transferências de recursos para obras já em andamento.
  • Ações emergenciais em saúde e calamidades públicas.

Onde denunciar irregularidades

Qualquer cidadão pode denunciar abusos:

  • Ouvidoria do TSE – canal direto para registrar irregularidades.
  • Ministério Público Eleitoral (MPE) – responsável por fiscalizar e apurar abusos de poder político ou econômico.
  • Representações formais – partidos, federações, coligações e candidatos podem acionar diretamente a Justiça Eleitoral.

Por que o defeso é essencial

Mais do que um conjunto de normas, o defeso eleitoral funciona como um escudo democrático. Ele protege o trabalhador contra pressões indevidas e garante que a disputa eleitoral ocorra em condições justas e equilibradas. Em tempos de pré-eleição, conhecer essas regras é fundamental para que cada cidadão possa exercer seu direito de voto sem sofrer assédio ou coerção.

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