As negociações pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais ganharam um novo capítulo. Na primeira quarta-feira de julho, representantes das centrais sindicais devem se reunir com o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
O objetivo da articulação no Senado é garantir que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) seja votada dentro do prazo. Paralelamente, o movimento sindical tem atuado diretamente nos estados para dialogar com os parlamentares locais.
Mobilização e Otimismo
O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, demonstrou otimismo com o avanço das pautas, mas reforçou a necessidade de pressionar as bancadas estaduais:
“Semana que vem faremos reunião da Força Sindical, a fim de fazer o balanço das atividades e também para reforçar o diálogo com cada senador”, adiantou Torres.
Próximos Passos
O anúncio da audiência foi feito pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Após se reunir com Alcolumbre, Paim ajudou a alinhar o encontro com as entidades sindicais para definir o rito da PEC 221/2019.
- Status atual: A PEC chegou ao Senado no fim de maio e aguarda o despacho da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
- Previsão: Segundo o presidente da comissão, Otto Alencar, a análise da proposta só deve começar a partir de julho.
Queda de Braço
De acordo com o consultor Antônio Augusto de Queiroz (Toninho do Diap), há um claro embate de interesses nos bastidores:
- Lado Sindical: Pressiona para que a votação ocorra antes do recesso parlamentar, que inicia em meados de julho.
- Lado Patronal: Liderado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), o setor tenta adiar a votação o máximo possível.
Fonte: Centrais Sindicais e Diap.
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