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Trabalhador tem rendimento recorde em 15 estados brasileiros

O rendimento médio do trabalhador brasileiro alcançou um marco histórico no primeiro trimestre de 2024, atingindo R$ 3.722, o maior valor desde o início da série em 2012, segundo dados da Pnad Contínua do IBGE. Esse resultado reflete uma melhora nacional consistente, já que 16 unidades da federação registraram recordes de remuneração, evidenciando avanços em diferentes regiões do país. O Distrito Federal lidera com ampla vantagem, chegando a R$ 6.720, valor 81% superior à média nacional e três vezes maior que o do Maranhão, que mesmo em patamar recorde, permanece como o menor do país, com R$ 2.240. A explicação para o destaque da capital federal está no peso do funcionalismo público, que garante salários acima da média da iniciativa privada.

O desempenho regional também merece atenção. O Centro-Oeste (R$ 4.379), o Sul (R$ 4.193) e o Nordeste (R$ 2.616) atingiram recordes, mostrando que o crescimento não se concentra apenas em áreas tradicionalmente mais desenvolvidas. O Sudeste, com R$ 4.125, e o Norte, com R$ 2.849, também apresentaram bons resultados, ainda que sem recordes. Entre os estados, além do Distrito Federal, destacam-se Santa Catarina (R$ 4.298), Paraná (R$ 4.180) e Rio Grande do Sul (R$ 4.127), todos acima da média nacional. No Sudeste, Espírito Santo (R$ 3.708) e Minas Gerais (R$ 3.448) também registraram recordes. Já no Norte e Nordeste, Amapá (R$ 3.412), Sergipe (R$ 3.031), Rio Grande do Norte (R$ 2.953), Paraíba (R$ 2.806), Piauí (R$ 2.628), Ceará (R$ 2.597) e Bahia (R$ 2.483) mostraram avanços importantes.

Recorde de rendimento Valor (R$)
Distrito Federal 6.720
Santa Catarina 4.298
Paraná 4.180
Rio Grande do Sul 4.127
Goiás 3.878
Mato Grosso do Sul 3.768
Espírito Santo 3.708
Minas Gerais 3.448
Amapá 3.412
Sergipe 3.031
Rio Grande do Norte 2.953
Paraíba 2.806
Piauí 2.628
Ceará 2.597
Bahia 2.483
Maranhão 2.240

Outro dado que reforça o cenário positivo é a taxa de desocupação, que ficou em 6,1%, a menor para o período desde 2012. Em 12 estados, o desemprego está abaixo da média nacional, com destaque para Santa Catarina, que registrou apenas 2,7%. Paraná (3,5%), Rio Grande do Sul (4%), Minas Gerais (5%) e Mato Grosso (3,1%) também figuram entre os melhores resultados. Já no Norte e Nordeste, alguns estados ainda enfrentam taxas mais altas, como Amapá (10%), Bahia (9,2%) e Alagoas (9,2%), mostrando que o desafio da desigualdade regional permanece.

Taxa de desemprego por UF %
Santa Catarina 2,7
Mato Grosso 3,1
Espírito Santo 3,2
Paraná 3,5
Rondônia 3,7
Mato Grosso do Sul 3,8
Rio Grande do Sul 4,0
Minas Gerais 5,0
Goiás 5,1
São Paulo 6,0
Brasil 6,1
Maranhão 6,9
Paraíba 7,0
Distrito Federal 7,1
Rio de Janeiro 7,3
Ceará 7,3
Rio Grande do Norte 7,6
Acre 8,2
Amazonas 8,3
Sergipe 8,6
Piauí 8,9
Pernambuco 9,2
Alagoas 9,2
Bahia 9,2
Amapá 10,0

Em síntese, os números revelam um quadro de crescimento generalizado nos rendimentos e queda no desemprego, com resultados expressivos em várias regiões. O desafio que se coloca é manter essa trajetória e reduzir as disparidades entre estados, garantindo que o avanço econômico se traduza em maior equilíbrio social e regional.

Fonte: Agência Brasil por Bruno de Freitas Moura e fotos de Marcello Casal Jr.

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