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Cuidado e justiça climática: políticas que transformam a autonomia das brasileiras

No balanço de seu primeiro ano de gestão, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, apresentou avanços significativos liderados pela Secretaria Nacional de Autonomia Econômica (SENAEC). Com foco na redução da sobrecarga doméstica e na inserção de jovens em setores estratégicos, o Ministério consolidou a Política Nacional de Cuidados como um pilar de responsabilidade estatal, retirando o peso do trabalho não remunerado exclusivamente dos ombros femininos.

Um dos marcos dessa estratégia foi a inauguração, no Rio Grande do Norte, da primeira lavanderia coletiva e agroecológica do Brasil. O modelo, que já opera em cidades como Caruaru (PE) e possui expansão prevista para Ceará, Paraíba e Piauí, projeta entregar 17 unidades até o fim de 2026. Complementando essa rede de apoio, o Ministério busca combater a evasão escolar feminina por meio das Cuidotecas. Instalados em Institutos Federais (IFs), esses espaços acolhem crianças de 3 a 12 anos, permitindo que as mães concluam a formação técnica ou superior; a meta é alcançar 100 unidades em funcionamento ainda este ano.

Educação

No campo da educação e inovação, o programa Asas para o Futuro tem focado no público entre 15 e 29 anos, promovendo a inclusão em áreas de economia sustentável e no eixo STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). A iniciativa, que já qualificou 720 jovens em sua fase inicial, destaca-se pela interiorização de políticas públicas, chegando a municípios como Machado (MG) e Presidente Epitácio (SP). Ao conectar participantes a mentorias e ao primeiro emprego, o programa foi reconhecido no 2º Prêmio Mulheres e Ciência como peça-chave para romper barreiras de gênero em carreiras tecnológicas.

Meio ambiente

A pauta ambiental também ganhou contornos de gênero sob a atual gestão. Após o protagonismo na COP30, o Ministério lançou em Fortaleza o Protocolo Mulheres e Emergências Climáticas, estabelecendo diretrizes inéditas para a gestão de riscos e desastres. A iniciativa é reforçada pela cartilha “Mulheres nas Ações Climáticas”, que orienta gestores sobre a vulnerabilidade feminina diante das crises ambientais, tema amplamente debatido na 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (CNPM).

Transparência

Para garantir a transparência e o controle social, os resultados dessas discussões foram transformados em dados abertos. Em parceria com a Fiocruz e o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, foi lançado um e-book analítico e uma plataforma em Power BI, que permite ao cidadão monitorar a implementação de propostas por região e tema. O ciclo de ações deve culminar em outubro de 2026 com a divulgação do novo Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, documento que norteará as estratégias de Estado para os próximos anos, integrando-as ao Sistema Nacional de Políticas para as Mulheres.

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