Levantamento inédito da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), realizado entre fevereiro e abril de 2026 com 252 profissionais do país, revela dados alarmantes sobre a rotina de jornalistas que atuam no setor sindical. A pesquisa indica que mais da metade dos entrevistados (53,6%) já sofreu algum tipo de assédio, além de expor problemas estruturais como baixos salários, informalidade e sobrecarga de trabalho nas assessorias de comunicação de sindicatos, federações e centrais.
Descobertas do Estudo
- Assédio e Marcadores de Gênero: O assédio moral lidera as ocorrências, seguido pelo assédio político e pelo sexual. As mulheres são as principais vítimas do assédio em geral (57,2% contra 48,6% dos homens) e, em particular, do assédio sexual (16,5% contra 3,8%). O assédio político foi mais relatado por homens (28,3% contra 17,7%).
- Precarização e “Euquipes”: Cerca de 23,4% dos profissionais ganham abaixo do piso salarial regional e 21% atuam sob contratação PJ. Além disso, 30,2% trabalham de forma isolada na comunicação das entidades, acumulando múltiplas funções sem compensação financeira.
- Perfil Qualificado: A despeito do cenário adverso, 88,5% dos entrevistados possuem graduação em Jornalismo e a maioria conta com mais de duas décadas de experiência na área.
Dirigentes da FENAJ destacam a contradição de instituições criadas para defender direitos trabalhistas praticarem a precarização em suas próprias estruturas. Com base nesses diagnósticos, a entidade planeja orientar os sindicatos de base para fiscalizar o cumprimento dos acordos coletivos, incentivar a criação de canais de denúncia, combater a pejotização e formar uma rede de apoio para a categoria.
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