Na tarde desta terça-feira (19), a comissão especial da Câmara dos Deputados que discute o fim da escala de trabalho 6×1 realiza audiência pública para debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada semanal. O encontro tem a presença de representantes das principais centrais sindicais brasileiras e entidades ligadas ao mundo do trabalho, num esforço de ampliar o diálogo sobre os impactos da medida para trabalhadores e empregadores.
Entre os convidados estão Wilson Pereira, diretor da Contratuh e também do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST), Sérgio Nobre (CUT), Sérgio Leite (Força Sindical), Norton Jubelli (UGT), Antonio Neto (CSB), Moacyr Ayer Correia Andrade (CTB), Sônia Zerino (NCST), José Gozze (Pública Central do Servidor), Clemente Ganz Lúcio (Fórum das Centrais Sindicais), Claudineia Bueno de Meira (Intersindical) e Neuriberg Dias do Rêgo (Diap).
A participação da Contratuh foi destacada pela defesa de uma regulamentação que assegure melhores condições de trabalho para categorias historicamente submetidas a jornadas extenuantes, como os setores de turismo, hospitalidade e serviços. Wilson Pereira enfatizou que a redução da jornada pode representar não apenas um avanço social, mas também um estímulo à produtividade e à qualidade de vida dos trabalhadores. Ele lembrou que a escala 6×1, ainda comum em diversos segmentos, limita o descanso e compromete a saúde física e mental, sendo urgente a revisão desse modelo.
O debate foi marcado pela convergência das centrais em torno da necessidade de modernizar a legislação trabalhista sem abrir mão da proteção social. Representantes ressaltaram que a PEC deve ser construída de forma equilibrada, garantindo competitividade às empresas, mas sobretudo valorizando o tempo de vida e de lazer dos trabalhadores.
A audiência reforçou o papel das entidades sindicais como protagonistas na discussão de políticas públicas voltadas ao trabalho decente. A Contratuh, ao lado das demais centrais, sinalizou disposição para contribuir com propostas que conciliem desenvolvimento econômico e justiça social, num momento em que o Congresso Nacional se debruça sobre mudanças estruturais na organização da jornada laboral.





