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Ministro Marinho critica sindicalistas e dá munição aos adversários de Lula

As recentes declarações do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, sobre a PEC que põe fim à escala 6×1, repercutiram muito mal entre a classe trabalhadora e o movimento sindical. Ao afirmar que a proposta pode “dormir nas gavetas” caso não seja aprovada neste ano e responsabilizar os trabalhadores e suas centrais pela falta de mobilização, o ministro demonstra um completo desalinhamento com a função que ocupa e com a missão de defender os direitos da classe trabalhadora.

É inadmissível que um ministro do Trabalho transfira para os trabalhadores a responsabilidade de fazer avançar projetos que deveriam ser prioridade do próprio governo. A fala de Marinho ignora o papel institucional que lhe cabe e fragiliza a confiança da classe trabalhadora em sua condução.

Além disso, não é a primeira vez que o ministro se coloca em rota de colisão com o próprio governo. Ao criticar a meta de inflação definida pela equipe econômica, Marinho expõe divergências internas e reforça a percepção de desarticulação. Em outras ocasiões, sua postura diante de temas como o abono salarial e a revisão de gastos também deixou claro que não tem atuado de forma firme em favor dos trabalhadores.

Entre as omissões que se acumulam em sua gestão, destacam-se:

  • A ausência de iniciativas concretas para fortalecer a negociação coletiva e ampliar a proteção social.
  • A falta de enfrentamento às pressões empresariais que buscam incluir compensações no texto da PEC do 6×1, enfraquecendo o avanço da pauta trabalhista.
  • A incapacidade de articular de forma eficaz no Congresso Nacional, deixando que propostas fundamentais fiquem paradas sem encaminhamento.

A contramão de atitudes do Ministro do Trabalho certamente agrada à oposição ao governo Lula, que busca a reeleição, e estimula ainda mais as críticas que se formam dentro do próprio campo governista. Ao expor suas ideias de forma desarticulada e diante da ociosidade que tem representado no atendimento à classe trabalhadora, Marinho não contribui — e, ao contrário, fragiliza a luta dos trabalhadores, como denunciam os sindicalistas do turismo e da hospitalidade.

O sindicalismo precisa eleger deputados federais e senadores sintonizados com suas pautas. O discurso do Ministro é perigoso, pois deixaria a redução da jornada para as negociações coletivas.

Fonte: Folha de S. Paulo e Gazeta do Povo, com foto de Geraldo Magela Agência Brasil

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