Aproximar os sindicatos de suas bases, abrir espaços para novas lideranças e transformar a participação dos trabalhadores em força para conquistar direitos. Esses são os objetivos do projeto “Sindicato Participativo”, que está sendo elaborado pela direção da Contratuh. A iniciativa foi anunciada pelo presidente Wilson Pereira durante a programação do Outubro Rosa e deverá ser apresentada na próxima reunião do Conselho de Representantes, prevista para dezembro, em data ainda a ser confirmada.
A proposta parte de uma necessidade que acompanha o movimento sindical: manter uma relação permanente com os trabalhadores, ouvir suas demandas e criar oportunidades para que contribuam com as decisões e as ações de suas entidades. O projeto pretende fortalecer os sindicatos como instrumentos de representação profissional, participação social e promoção da cidadania.
“Em síntese, é aproximar os sindicatos de suas bases, criando canais permanentes de comunicação, escuta e participação”, afirmou Wilson. A intenção é ampliar o diálogo com mulheres e homens das categorias representadas pela Confederação, tornando os objetivos da organização sindical mais conhecidos e construídos com a participação de quem vive os desafios do trabalho.
Um dos pontos centrais será a identificação e a formação de novas lideranças. Para o presidente, existem trabalhadores com experiência, disposição e capacidade de contribuir que ainda não encontraram espaço ou estímulo para uma atuação mais próxima dos sindicatos. Mobilizar esse potencial significa ampliar a representação e preparar mais pessoas para assumir responsabilidades na defesa coletiva.
“Temos muita gente boa no nosso meio. Precisamos de maior participação”, destacou. O caminho proposto envolve formação cidadã e incentivo ao envolvimento de trabalhadores que podem desempenhar papéis importantes na luta por melhores condições de trabalho e novas conquistas.
Ao relacionar o projeto aos debates do Outubro Rosa, Wilson ressaltou que os temas apresentados pelas palestrantes devem contribuir para sua construção. A saúde, as condições de vida e as necessidades das trabalhadoras integram uma agenda que exige acompanhamento contínuo. Incorporar essas questões à atividade sindical é uma forma de aproximar a representação das experiências e preocupações de suas bases.
Sociedade e política
O “Sindicato Participativo” também deverá estimular uma presença mais firme das entidades na sociedade civil e ampliar sua capacidade de interlocução com os poderes públicos e outras organizações representativas. Para Wilson, é necessário ocupar os espaços de debate e decisão, apresentar reivindicações e acompanhar as políticas que afetam a classe trabalhadora.
Nesse contexto, o presidente defendeu a atuação política do movimento sindical e afirmou que a Contratuh tem um lado: o da representação dos trabalhadores e da busca por conquistas para a categoria. Ao mesmo tempo, distinguiu essa atuação da presença de uma estrutura partidária dentro da Confederação. Na sua avaliação, as entidades podem debater política, defender propostas e reconhecer referências comprometidas com suas pautas, mantendo o foco nos interesses de quem representam.
A expectativa é que o projeto contribua também para fortalecer a confiança nas entidades sindicais. Comunicação, escuta e participação podem tornar mais visível o papel dos sindicatos e ampliar o reconhecimento de sua importância na vida dos trabalhadores.
Segundo Wilson, a intenção é apresentar a iniciativa na reunião do Conselho de Representantes, cuja realização foi antecipada de 26 de dezembro para uma data próxima dos dias 12 ou 13 daquele mês. A definição do calendário e os detalhes do projeto serão divulgados oportunamente.
Ainda em elaboração, o “Sindicato Participativo” aponta para um compromisso: fazer da aproximação com as bases uma prática permanente. Ao estimular novas lideranças e ampliar os espaços de participação, a Contratuh busca reunir mais vozes e mais capacidade de ação para fortalecer a defesa dos trabalhadores em turismo e hospitalidade.
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