No Brasil hoje o idoso precisa conhecer dois documentos que parecem iguais, mas têm funções totalmente diferentes.
A CARTEIRA DA PESSOA IDOSA – a famosa Carteira do Idoso – é um documento de benefício social. Ela foi criada pelo Governo Federal, pelo Ministério do Desenvolvimento Social, para garantir na prática o que o Estatuto do Idoso já dizia: quem tem 60 anos ou mais e ganha até dois salários mínimos (hoje R$ 3.242,00) tem direito a viajar de graça entre estados. Ela garante 2 vagas gratuitas por ônibus interestadual e, se essas vagas já estiverem ocupadas, 50% de desconto no valor da passagem. Ela não é um RG. Ela é a prova de que você tem baixa renda e tem direito, sem precisar levar pilha de comprovantes. Tem QR Code, vale em todo o Brasil, dura 2 anos e é totalmente gratuita. Para ter, basta ter 60+, estar no CadÚnico atualizado e emitir no site carteiraidoso.cidadania.gov.br ou no CRAS da sua cidade.
A CIN – CARTEIRA DE IDENTIDADE NACIONAL – é a nova identidade do Brasil. Ela está substituindo o RG antigo. A grande novidade é que o CPF virou o número único. Acabou aquela história de ter um RG em cada estado. Ela vem com QR Code, código de passaporte (MRZ) e versão digital no Gov.br. É o documento que prova quem você é, e para quem tem mais de 60 anos, ela já vem com validade vitalícia – não precisa renovar mais. Todos os estados já estão emitindo e o RG antigo vai valer até 2032.
Qual a diferença na prática?
A CIN diz QUEM VOCÊ É. A Carteira do Idoso diz A QUE VOCÊ TEM DIREITO. Uma não anula a outra. Na hora de viajar, você mostra as duas juntas: a CIN como documento com foto e a Carteira do Idoso para garantir a passagem gratuita.
Hoje, as duas podem ser tiradas em qualquer ponto do país. A Carteira do Idoso online em 5 minutos ou no CRAS. A CIN nos Institutos de Identificação, Poupatempo e Detran do seu estado. Juntas, elas dão ao idoso identidade segura e acesso pleno aos direitos de transporte, cultura e atendimento prioritário.
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