O candidato Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, afirmou em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, neste domingo (3), que pretende promover mudanças nas leis trabalhistas e dar mais liberdade aos empregadores. Segundo ele, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é “pesada” e acaba dificultando novas contratações. A proposta, na prática, pode significar menos regras e maior flexibilização nas relações de trabalho.
Para os trabalhadores, esse tipo de mudança pode trazer preocupação. Isso porque, ao reduzir normas e permitir negociações diretas entre patrões e empregados, existe o risco de perda de direitos e de maior insegurança nas condições de trabalho. Zema defende que essas alterações ajudariam a gerar mais empregos e aumentar a produtividade, mas o tema é sensível, especialmente em um cenário de dificuldades econômicas.
Durante a entrevista, o candidato também falou sobre aposentadorias e benefícios. Ele mencionou a necessidade de revisar gastos sociais e previdenciários, dentro de uma agenda que inclui cortes e privatizações. Segundo Zema, será preciso aumentar o tempo de contribuição para a aposentadoria e evitar reajustes acima da inflação para quem já está aposentado. Ao mesmo tempo, afirmou que os aposentados “merecem respeito”.
Outro ponto abordado foi o Supremo Tribunal Federal (STF). Zema fez críticas duras a ministros da Corte, acusando-os de uso indevido do cargo e defendendo a possibilidade de impeachment. Ele também propôs mudanças nas regras, como estabelecer idade mínima de 60 anos para novos ministros, o que reduziria o tempo de permanência no tribunal.
O candidato ainda destacou que o próximo presidente da República terá influência importante sobre o STF, já que alguns ministros devem se aposentar nos próximos anos, abrindo espaço para novas indicações.
Por fim, Zema reforçou sua posição a favor de privatizações, afirmando que pretende ampliar esse processo e implementar reformas administrativas e previdenciárias. Segundo ele, essas medidas poderiam contribuir para reduzir juros e reorganizar as contas públicas.
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