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Sindicatos miram fim da escala 6×1 em grande ato no dia 11, em Brasília

O coração político do Brasil se prepara para uma quarta-feira de forte pressão popular. No próximo dia 11, centrais sindicais e movimentos de trabalhadores desembarcam em Brasília com um objetivo claro: enterrar a escala 6×1 e garantir a implementação da jornada 5×2. A mobilização coincide com um momento decisivo no Legislativo, quando o projeto que reduz a carga horária semanal para 40 horas — sem redução salarial — entra na pauta de votação da Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados.

Foco da Batalha

A proposta que ganha corpo neste início de 2026 não é apenas uma mudança de números, mas de estilo de vida. Os manifestantes defendem a transição do atual modelo de 44 horas para o limite de 40 horas semanais. Na prática, isso viabilizaria o modelo de cinco dias de trabalho para dois de descanso, o que os defensores chamam de “justiça social e saúde mental”.

Articulação Política

O movimento de 2026 herda a força de vitórias recentes no final de 2025, quando uma PEC sobre o tema avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Agora, a bola está com a Câmara, sob a relatoria do deputado Leo Prates (PDT-BA) por meio do PL 67/2025.

  • Apoio do Executivo: O governo federal já sinalizou que a pauta é prioridade absoluta para este primeiro semestre.
  • Setores em Alerta: Comerciários e trabalhadores do setor de serviços são a ponta de lança do movimento, sendo as categorias mais afetadas pela escala atual.

Ponto inegociável

Para os líderes sindicais, a manutenção dos salários é o ponto inegociável da proposta. Argumentam que a redução da jornada, além de aumentar o bem-estar e o convívio familiar, pode estimular a produtividade e a criação de novas vagas de emprego para cobrir as lacunas de escala.

“Não se trata apenas de descansar mais, mas de viver com dignidade. A escala 6×1 é um modelo exaustivo que não cabe mais na realidade produtiva de 2026”, afirma um dos organizadores do ato.

Com a votação na Comissão do Trabalho batendo à porta, o clima em Brasília é de contagem regressiva. Se aprovada, a medida seguirá para etapas cruciais que podem mudar definitivamente as relações trabalhistas no país ainda este ano.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade – CONTRATUH, Wilson Pereira, tem convocado os filiados da entidade para se mobilizarem. “Nossas conquistas sempre esbarraram em interesses individuais e de pequenos segmentos poderosos. Está na hora, mais uma vez, da força do trabalhador ter validade. As perdas recentes foram significativas e não podemos cruzar os braços agora que estamos prestes a obter mais uma conquista histórica! É hora de arregaçar as mangas e nos unirmos. Juntos somos fortes!”

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