Nesta sexta-feira, 25 de julho, São Paulo será palco de uma mobilização histórica contra o chamado tarifaço norte-americano—uma medida agressiva do governo Donald Trump que impõe uma taxação de 50% às exportações brasileiras. O ato acontecerá às 11h, no Salão Nobre da tradicional Faculdade de Direito do Largo São Francisco, onde será lançada a Carta em Defesa da Soberania Nacional.
Ato plural
Diversas entidades da sociedade civil, o movimento sindical e organizações sociais se unem para denunciar o ataque à soberania brasileira e exigir uma reação concreta. O governo federal já nomeou o vice-presidente Geraldo Alckmin como interlocutor junto às instituições e à classe trabalhadora. A presença sindical será expressiva e combativa.
Moacyr e Wilson, vozes firmes em defesa do Brasil
Moacyr Auersvald, presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), será uma das vozes principais da manifestação. Ele afirma de forma categórica:
“Nossa soberania é intocável. Não podemos ficar à mercê de vontades externas, que chantageiam nossa economia como se fôssemos subservientes. Temos compromissos e vamos honrá-los, mas não podemos vergar diante de ameaças que extrapolam a democracia e os direitos soberanos da nação brasileira.”
O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade, Wilson Pereira é outra voz forte contra esta decisão. “Enquanto formos chantageados pelos poderosos, o trabalhador se torna novamente um escravo da vontade capitalista. Nossa soberania é intocável e os nossos direitos de livre negociação também! O governo americano precipitou-se e certamente irá recuar desta absurda taxação”, criticou.
Impactos e resistência
A medida de Trump, com vigência prevista para 1º de agosto, é vista por especialistas como uma tentativa de enfraquecer o bloco dos Brics e manter o Brasil numa posição de dependência econômica. A resistência está sendo organizada em diversas frentes — política, institucional e popular.
Mobilizações no Largo
O local escolhido para o encontro tem simbolismo forte: ali foi realizada, em agosto de 2022, a manifestação que freou avanços antidemocráticos e reafirmou o compromisso com o Estado de Direito. Agora, o espaço volta a ser palco da luta pela soberania nacional diante de ameaças externas.
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