O levantamento na área de turismo internacional sobre o setor de hospitalidade é bastante revelador e serve como alerta para o Brasil. Números mostram que 80% dos recrutadores internacionais percebem imaturidade nos recém-formados, isso mostra uma lacuna entre a formação acadêmica e as exigências reais do mercado. Termos como “preguiçosos” e “falta de autoconhecimento” são fortes, mas refletem uma preocupação crescente: os profissionais chegam ao mercado sem preparo prático e sem as chamadas soft skills, que hoje são mais valorizadas do que o conhecimento técnico isolado. Ética de trabalho, comunicação, tomada de decisão e responsabilidade aparecem como prioridades, e muitos recrutadores já consideram a educação universitária tradicional insuficiente para preparar os jovens.
No Brasil, esse cenário pode se repetir ou até já estar acontecendo em alguns setores. A hospitalidade é apenas um exemplo, mas a lógica se aplica a diversas áreas: a formação acadêmica precisa dialogar com a prática, e os profissionais precisam desenvolver maturidade, resiliência e consciência global. Caso contrário, o risco é ver o desemprego crescer entre recém-formados, mesmo em mercados saturados, pela falta de alinhamento entre o que se aprende e o que se exige.
Para os trabalhadores brasileiros, algumas estratégias de preparação são fundamentais:
- Buscar experiência prática desde cedo: estágios, trabalhos voluntários e programas de trainee ajudam a construir vivência real e credibilidade.
- Desenvolver soft skills: investir em comunicação clara, capacidade de decisão, responsabilidade e ética profissional. São diferenciais que recrutadores priorizam.
- Autoconhecimento e disciplina: entender pontos fortes e fracos, trabalhar a resiliência e a confiança, evitando a imagem de imaturidade.
- Educação complementar: cursos de curta duração, certificações e treinamentos voltados para habilidades práticas e globais.
- Mentalidade internacional: fluência em idiomas e compreensão de diferentes culturas tornam o profissional mais competitivo em setores como hospitalidade, turismo e serviços.
- Acompanhamento das tendências: estar atento às mudanças do mercado e às demandas emergentes, adaptando-se rapidamente.
Em resumo, o alerta internacional mostra que não basta ter diploma: é preciso estar pronto para o trabalho, com maturidade, prática e habilidades humanas bem desenvolvidas. Para o Brasil, antecipar essa discussão é crucial, pois preparar os profissionais de hoje significa garantir competitividade e empregabilidade no futuro.
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