As mulheres avançam em um setor que sempre foi predominantemente masculino, o sindicalismo. É uma disputa? Claro que não! É, na verdade, a união de esforços para que a atividade profissional avance em busca de direitos, reconhecimento e respeito. No setor de beleza e estética não é diferente, como falou Mariazinha Hellmeister, presidente do SindeBeleza, e diretora da Mulher e Gênero na Contratuh, em entrevista ao programa Papo de Trabalhador, pela Ômega Web, na quinta-feira (3/4). Ela abordou temas diversos, como políticas públicas, mulher no sindicalismo, os homens quebrando preconceitos e também investindo na própria autoestima, enfim.
Mulher no sindicato
A participação das mulheres no sindicalismo brasileiro tem crescido, mas enfrenta desafios. Aqui estão alguns números relevantes:
- 39,1% dos postos de liderança no trabalho são ocupados por mulheres.
- A presença feminina nos cargos de liderança sindical cresceu 12% nos últimos cinco anos.
- 38% dos sindicatos brasileiros têm mulheres em cargos diretivos.
- A participação sindical feminina era 9,3%, contra 9,1% dos homens, mostrando um crescimento recente.
Apesar dos avanços, a representatividade feminina ainda é maior em setores com ampla concentração de mulheres, como educação e serviços, enquanto em áreas tradicionalmente masculinas, como construção civil e transporte, a presença feminina é mais tímida.
Mariazinha deixou registrado para o programa a frase: “Políticas públicas começam dentro da própria casa. A atividade dentro de uma família já produz uma política pública.”
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