A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, manifestou-se recentemente em suas redes sociais em favor da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6×1. Em um pronunciamento enfático, a chefe da pasta enfatizou que o avanço da matéria no Senado Federal representa não apenas uma conquista trabalhista, mas, sobretudo, um ato essencial de cidadania e de resgate da dignidade das trabalhadoras brasileiras.
No centro da argumentação da ministra está o conceito de “pobreza de tempo”, uma realidade que afeta desproporcionalmente o público feminino. De acordo com Márcia Lopes, a atual estrutura exaustiva de trabalho aprofunda a sobrecarga histórica enfrentada pelas mulheres, que historicamente acumulam duplas e triplas jornadas entre o emprego formal, os cuidados com a família e as tarefas domésticas. Essa dinâmica, segundo ela, priva as mulheres do direito elementar ao descanso, ao lazer, ao autocuidado e à convivência social com filhos, amigos e familiares.
Para a ministra, a votação e a subsequente aprovação do projeto no Senado são medidas urgentes e indispensáveis para garantir qualidade de vida e justiça social. O posicionamento do Ministério das Mulheres reforça que a flexibilização e a redução das jornadas excessivas são reflexos de um entendimento democrático avançado, cujo objetivo central é devolver às mulheres o controle sobre o próprio tempo e sobre as suas escolhas de vida.
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