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Assédio eleitoral no trabalho: como identificar

A liberdade de voto é um direito fundamental: o voto é secreto e ninguém pode ser obrigado a revelar ou justificar sua escolha. No ambiente de trabalho, qualquer tentativa de influenciar, constranger ou retaliar trabalhadores por suas posições políticas configura assédio eleitoral.

Esse tipo de prática pode ocorrer de diferentes formas:

  • Quem pratica
    • Vertical: superiores pressionam ou oferecem vantagens em troca de apoio político.
    • Horizontal: colegas hostilizam ou isolam quem pensa diferente.
    • Misto: superiores e colegas atuam juntos.
    • Institucional: a própria organização legitima ou estimula pressões políticas.
  • Como acontece
    • Verbal: ameaças, promessas ou discursos intimidatórios.
    • Documental: memorandos, e-mails ou cartazes.
    • Digital: mensagens em grupos corporativos ou redes sociais.
    • Comportamental: convocação para atos políticos ou imposição de símbolos partidários.
    • Econômico: uso de benefícios ou prejuízos financeiros para influenciar.
    • Psicológico: intimidações, humilhações ou previsões catastróficas.
    • Híbrido: combinação de duas ou mais formas.
  • Quem é atingido
    • Individual: conduta dirigida a uma pessoa específica.
    • Metaindividual: pressão sobre grupos ou toda a equipe.
  • Frequência
    • Episódico: ocorre em momentos pontuais, geralmente no período eleitoral.
    • Permanente: integra rotinas ou políticas da organização.

O que caracteriza o assédio

Nem toda conversa política no trabalho é assédio. O que define a prática é o uso da relação de trabalho para interferir na liberdade política. Além de violar direitos trabalhistas, certas condutas podem configurar crime eleitoral, sujeitando responsáveis e instituições a sanções legais.

Campanha pelo voto livre

Para prevenir e combater o assédio eleitoral, a Justiça do Trabalho, Justiça Eleitoral, Ministério Público Federal e Ministério Público do Trabalho promovem a campanha Aliança pelo Voto Livre e Secreto, com o lema “No meu voto mando eu”. A iniciativa busca conscientizar trabalhadores e empresas, incentivando ambientes profissionais respeitosos e livres de pressões políticas.

Fonte: Ascom da Justiça do Trabalho por Fernanda Duarte

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