Em resposta à matéria publicada no dia 02 de abril de 2026, sobre os impactos da guerra no Irã no turismo internacional, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade de Foz do Iguaçu (STTHFI), Vilson Osmar Martins, trouxe reflexões importantes sobre a verdadeira dinâmica do setor no Brasil.
Segundo Martins, o turismo internacional tem, sim, relevância por trazer divisas e estimular a qualificação dos serviços de hotelaria e gastronomia, além de enriquecer culturalmente o país. No entanto, ele lembra que o grande motor do turismo brasileiro é o próprio público nacional, que vem garantindo recordes de movimentação nos últimos anos. “O grande fluxo de turismo no Brasil é formado pelo público brasileiro, com seu poder aquisitivo em bom nível, junto às facilidades de locomoção”, destacou.

De acordo com o sindicato, os anos de 2023, 2024 e 2025 foram marcados por um turismo interno em proporções inéditas, beneficiando empresas e empresários como nunca antes. Essa realidade, no entanto, contrasta com a postura de parte do setor patronal, que insiste em usar contratempos internacionais como justificativa para alegar dificuldades financeiras e impor salários baixos. “Após muito tempo de bons ganhos, eles alegam dificuldades para justificar os baixos salários. E é essa política deles que acaba espantando a mão de obra”, afirmou Martins.
O STTHFI reforça que os trabalhadores não podem ser responsabilizados por crises externas, especialmente quando o turismo nacional segue aquecido e sustentando a economia local. A entidade defende que os ganhos obtidos nos últimos anos devem ser refletidos em melhores condições de trabalho e remuneração justa, valorizando aqueles que fazem o setor funcionar diariamente.
A manifestação do sindicato de Foz do Iguaçu abre espaço para um debate nacional sobre a valorização dos trabalhadores do turismo, mostrando que a realidade vivida em diferentes regiões do Brasil pode inspirar novas mobilizações e fortalecer a luta por direitos em todo o país.
********





