O voto feminino no Brasil foi fruto de décadas de mobilização. O marco decisivo ocorreu em 24 de fevereiro de 1932, quando o novo Código Eleitoral garantiu às mulheres o direito de votar e serem votadas, além de criar a Justiça Eleitoral.
Antes disso, o Rio Grande do Norte já havia se destacado: em 1927 aprovou lei permitindo o voto feminino; em 1928, Celina Guimarães Viana tornou-se a primeira mulher a votar na América Latina; e em 1929, Alzira Soriano foi eleita prefeita de Lajes, pioneira no continente.
A conquista contou com lideranças como Bertha Lutz, Leolinda Daltro, Mietta Santiago, Carlota Pereira de Queirós e Almerinda Farias Gama, além da inspiração precoce de Nísia Floresta no século XIX.
Apesar do avanço, inicialmente havia restrições: apenas mulheres casadas com autorização do marido, viúvas ou solteiras com renda própria podiam votar. A plena equiparação só veio em 1965.
Hoje, as mulheres são maioria no eleitorado (52%), mas ainda enfrentam sub-representação política: ocupam menos de 20% das cadeiras no Congresso. As cotas de gênero e avanços recentes em prefeituras e câmaras municipais mostram progresso, mas também revelam desafios como fraudes em candidaturas e debates sobre novas medidas de inclusão.
A história do sufrágio feminino no Brasil prova que cada conquista foi resultado de coragem, mobilização e organização. O desafio atual é transformar a maioria nas urnas em maioria nos espaços de poder.
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