A violência contra a mulher não é um problema privado; é uma violação dos direitos humanos que exige ação imediata. O risco de feminicídio muitas vezes é precedido por um ciclo de abusos que começa com o controle e a agressão verbal. Para romper esse ciclo e garantir a proteção amparada pela Lei Maria da Penha, o Governo Federal disponibiliza a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180.
O que é e como funciona o Ligue 180?
Gerido pelo Ministério das Mulheres, o Ligue 180 é um serviço essencial de utilidade pública. Ele vai além de um simples canal de denúncias: é um ponto de acolhimento que fornece informações cruciais sobre direitos, garantias legais e orienta a vítima sobre os serviços da rede de proteção mais próximos de sua residência.
Qualquer pessoa — seja a própria mulher em situação de violência ou uma testemunha (vizinhos, familiares, amigos) — pode e deve utilizar o serviço para relatar abusos ou buscar orientações.
Canais de Atendimento e Agilidade
Em casos de violência, cada segundo conta. Por isso, o atendimento é imediato, funcionando 24 horas por dia, todos os dias da semana (inclusive feriados). Você pode acessar o serviço através de diferentes plataformas:
- Telefone: Disque 180 (o tempo de espera estimado é de apenas 1 minuto).
- WhatsApp: Envie uma mensagem para (61) 9610-0180.
- E-mail: Entre em contato via central180@mulheres.gov.br.
O Caminho da Denúncia
Ao registrar um relato, a Central encaminha as informações para os órgãos de Segurança Pública, Ministério Público e Secretarias Estaduais de Políticas para Mulheres. Esse fluxo garante que a denúncia chegue às autoridades competentes para a tomada de providências, como medidas protetivas de urgência.
Caso precise saber em que pé está o processo, o cidadão pode acompanhar a denúncia ligando novamente para o 180, informando o número do protocolo e confirmando os dados registrados. Além de denúncias, o canal também está aberto para sugestões, elogios ou reclamações sobre a rede de atendimento, visando sempre o aperfeiçoamento da proteção à mulher.
A denúncia é a principal ferramenta para evitar que a violência escale para o feminicídio. Não se cale.
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