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Sindicalistas se encontram com Lula e entregam reivindicações

Centrais sindicais entregaram a Lula pauta com 68 reivindicações, incluindo regulação de apps e fim da escala 6×1, esperando 10 mil manifestantes em Brasília.

No dia 15 de abril, Brasília será palco de um dos eventos mais significativos para o movimento sindical brasileiro: a Marcha da Classe Trabalhadora, organizada de forma unitária pelas Centrais Sindicais. A mobilização reunirá militantes e lideranças sindicais de todo o país, reafirmando a força coletiva dos trabalhadores e trabalhadoras na defesa de seus direitos e na construção de um projeto de desenvolvimento social e econômico mais justo.

A programação terá início às 8h, no estacionamento do Teatro Nacional, com a plenária da CONCLAT (Conferência da Classe Trabalhadora). Nessa plenária será aprovada a Pauta da Classe Trabalhadora, documento que reúne as prioridades e reivindicações para o período de 2026 a 2030. Às 11h, os participantes seguirão em marcha rumo à Esplanada dos Ministérios, e ao final do ato, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, receberá as lideranças sindicais para a entrega oficial da pauta, juntamente com ministros de Estado.

A Pauta da Classe Trabalhadora

A pauta é fruto de um processo coletivo e democrático, elaborado pelas centrais sindicais e atualizado anualmente. Em 2026, ela reúne 68 itens prioritários, entre os quais se destacam:

  • Redução da jornada de trabalho sem redução de salários e fim da escala 6×1.
  • Valorização e fortalecimento da negociação coletiva.
  • Direito de negociação para servidores públicos.
  • Regulamentação do trabalho por aplicativos.
  • Combate à pejotização irrestrita.
  • Enfrentamento ao feminicídio e promoção da igualdade de gênero.

O objetivo é orientar mobilizações, negociações e ações institucionais em todas as esferas, servindo como referência para o movimento sindical nos próximos anos.

Conquistas recentes

A pauta aprovada em 2022 já trouxe resultados concretos. Segundo avaliação das centrais, cerca de 70% das propostas foram implementadas ou estão em tramitação. Entre os avanços conquistados estão:

  • Política de valorização do salário mínimo.
  • Reforma tributária com isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil.
  • Igualdade salarial entre mulheres e homens.
  • Ampliação do Bolsa Família e inclusão produtiva dos beneficiários.
  • Retomada da participação sindical em conselhos e conferências.
  • Políticas de combate à fome e à pobreza.
  • Correção da tabela do Imposto de Renda.
  • Medidas para reduzir o endividamento das famílias.
  • Política industrial e produtiva, com destaque para o programa Nova Indústria Brasil.
  • Retomada do papel estratégico do BNDES.
  • Ampliação do crédito para micro e pequenas empresas e agricultura familiar.
  • Retomada do programa Minha Casa Minha Vida.

Agendas no Legislativo e Judiciário

Além da pauta principal, as centrais sindicais também atualizaram a agenda sindical unitária no Congresso Nacional e no Judiciário, que reúne projetos e processos de interesse direto da classe trabalhadora. Esses documentos serão entregues aos presidentes da Câmara, do Senado, do STF e do TSE em data a ser definida.

Ficha do evento

  • Data: 15 de abril (quarta-feira)
  • Local: Estacionamento do Teatro Nacional, Brasília
  • Programação:
    • 8h – Concentração
    • 9h – Plenária da CONCLAT
    • 11h – Saída da Marcha rumo à Esplanada dos Ministérios
    • À tarde – Reunião com o presidente Lula

Este evento representa não apenas uma mobilização, mas um marco histórico de reafirmação da unidade sindical e da luta por direitos. A Marcha da Classe Trabalhadora é, portanto, um momento fundamental para todos os trabalhadores brasileiros, pois consolida conquistas, projeta novas reivindicações e fortalece o diálogo direto com o governo e as instituições nacionais.

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