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SC faz o primeiro acordo para reduzir jornada a 30h, sem corte salarial

Em uma iniciativa inédita no estado, a FETIESC e a indústria Techprene, de Garopaba, firmam acordo que estabelece a semana de 30 horas, priorizando o bem-estar e a eficiência produtiva.

O cenário das relações trabalhistas em Santa Catarina acaba de ganhar um novo e importante capítulo. Em uma decisão histórica, a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Santa Catarina (FETIESC) oficializou um Acordo Coletivo de Trabalho com a indústria têxtil Techprene, localizada em Garopaba, que reduz a jornada semanal de 44 para 30 horas, sem qualquer redução nos salários dos colaboradores.

A medida é a primeira do gênero no setor industrial catarinense e coloca o estado no centro do debate global sobre o futuro do trabalho. O modelo busca provar que a valorização do capital humano é um acelerador de resultados, e não um custo adicional para as empresas.

Valorização Humana

Diferente das discussões tradicionais de flexibilização, o acordo entre FETIESC e Techprene foca no equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Para a Federação, este passo demonstra que é plenamente possível conciliar o desenvolvimento empresarial com o respeito ao tempo e à saúde do trabalhador.

“Este acordo representa um marco nas relações de trabalho em Santa Catarina, abrindo caminho para novos modelos que conciliem eficiência produtiva, diálogo social e valorização humana”, destaca a entidade.

Benefícios

A implementação da jornada de 30 horas visa colher frutos em diversas frentes:

  • Aumento da Produtividade: Trabalhadores mais descansados tendem a apresentar maior foco e menor índice de erros.
  • Saúde Mental e Física: Redução do estresse e maior tempo para atividades de lazer e convívio familiar.
  • Retenção de Talentos: A empresa se torna um polo de atração para profissionais que buscam qualidade de vida.
  • Exemplo para o Setor: O caso da Techprene serve de “projeto piloto” para outras indústrias que desejam modernizar suas gestões.

Inovação

Ao adotar essa postura vanguardista em Garopaba, a Techprene e a FETIESC sinalizam que a inovação na indústria catarinense não se limita apenas a máquinas e softwares, mas passa, obrigatoriamente, pela evolução das relações humanas e pelo diálogo social constante.

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