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Profissões podem desaparecer e turismo e hospitalidade devem ficar atentos

O mercado de trabalho está passando por uma transformação acelerada, impulsionada pela automação, inteligência artificial e plataformas digitais. Até 2030, diversas funções tradicionais tendem a encolher ou mesmo desaparecer, especialmente aquelas ligadas a tarefas repetitivas e padronizadas. No setor de turismo e hospitalidade, algumas dessas profissões aparecem diretamente na lista de risco: recepcionistas em ambientes automatizados e operadores de centrais de reservas. Totens de autoatendimento, aplicativos de check-in e plataformas on-line de reservas já estão substituindo atividades que antes dependiam de atendimento humano. Isso significa que parte dos postos de trabalho em hotéis, pousadas e agências de viagem tende a se reduzir.

Esse cenário exige atenção e preparo. O alerta não é apenas sobre o fim de funções, mas sobre a necessidade de adaptação. A tecnologia assume tarefas operacionais, mas abre espaço para novas oportunidades em áreas que valorizam a experiência do cliente, a personalização e o uso estratégico de dados. Para quem atua em turismo e hospitalidade, o caminho está em investir em requalificação digital, aprendendo a lidar com sistemas de gestão, análise de dados de comportamento de viajantes e ferramentas de marketing on-line. Além disso, habilidades humanas como empatia, comunicação, criatividade e gestão de pessoas tornam-se ainda mais valiosas, já que máquinas não conseguem replicar plenamente essas competências.

As alternativas apontadas pelos especialistas incluem:

  • Atualização profissional em tecnologia e design de experiências, para acompanhar as novas demandas do mercado.
  • Desenvolvimento socioemocional, fortalecendo competências de relacionamento e negociação.
  • Domínio de ferramentas digitais, desde aplicativos de produtividade até boas práticas de segurança da informação.
  • Flexibilidade profissional, aceitando mudanças de função ou setor e ampliando horizontes de atuação.

Enquanto funções tradicionais encolhem, crescem vagas em áreas ligadas à inteligência artificial, ciência de dados, experiência do usuário e serviços personalizados. No turismo, isso pode significar atuar em gestão de experiências digitais, curadoria de viagens personalizadas, marketing de destinos on-line ou mesmo em empreendedorismo digital, aproveitando plataformas para oferecer serviços diferenciados.

Portanto, o recado para os profissionais de turismo e hospitalidade é claro: não se trata de esperar o desaparecimento de certas funções, mas de se antecipar às mudanças. Investir em educação contínua, tecnologia e habilidades humanas é o caminho para garantir relevância e empregabilidade no futuro. O setor continuará existindo, mas com novas exigências — e quem se preparar desde já terá vantagem competitiva.

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