O Movimento Sindical Brasileiro é ação dos trabalhadores em sindicatos para defender seus interesses e direitos. O trabalhador e especialmente o jovem, que pensa entrar no mercado de trabalho, precisam entender que os sindicatos são fundamentais na negociação coletiva, visando melhorar as condições de trabalho, garantir salários justos, benefícios e proteção contra abusos patronais. O Sindicato é fundamental também na busca de políticas públicas que beneficiem os trabalhadores, como leis trabalhistas e previdenciárias. Muito já conquistamos e sempre precisamos estar atentos para as arapucas do sistema.
O sindicalismo se fortaleceu na Revolução Industrial, época em que as condições de trabalho nas fábricas eram muito precárias. Foi quando os trabalhadores se organizaram e começaram a lutar por melhores condições. Surgiram então os sindicatos, que promoveram greves e protestos. Só assim os trabalhadores tiveram seus direitos trabalhistas mais respeitados. Surgiram então as jornadas de 8 horas, salário mínimo, férias, décimo terceiro salário, entre outros.
O Sindicalismo muitas vezes se confunde com o trabalhismo, que tem uma abordagem mais voltada para a criação de uma sociedade mais justa. Porém o objetivo de ambos é melhorar a vida dos trabalhadores e reduzir as desigualdades sociais.
Hoje estas propostas têm novos desafios. O mundo globalizou, muitos setores estão automatizados e as relações de trabalho enfrentam a grande concorrência dos tempos da inteligência artificial. No entanto, a defesa dos direitos dos trabalhadores e a justiça social não podem ficar esquecidas. O Movimento Sindical vem se adaptando às novas realidades, incluindo a organização de trabalhadores informais e plataformas digitais, enquanto os movimentos trabalhistas continuam a lutar por políticas que protejam os mais vulneráveis.
Acolher a classe trabalhadora e conscientizá-la de que ela precisa estar unida é nossa missão. Do lado de lá os empresários, patrões e classes abastadas se unem para prosperar economicamente. Mas não podemos esquecer que a mão-de-obra e o labor do trabalhador são fundamentais para o desenvolvimento econômico. Mesmo que as máquinas substituam, que a inteligência artificial dite regras e modernize técnicas, jamais a presença do homem será substituída pela máquina. O trabalhador precisa se preparar para este grande embate. O caminho é o sindicalismo forte e coeso. Hoje ele já faz falta ao mercado e em breve será muito mais requisitado.
Para não voltarmos ao escravagismo de outras épocas, precisamos qualificação profissional e mostrar que o homem é muito mais e melhor que qualquer máquina. Não no esforço repetitivo, mas na inteligência da operação e liderança de sistemas artificiais que sempre dependerão do cérebro e da mão de obra humana.
- Wilson Pereira é presidente da Contratuh