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Na “casa” da Indústria, a Fiesp: Alckmin defende fim da 6×1

Em um gesto que soou como uma verdadeira afronta aos interesses do grande patronato, o vice-presidente (e então presidente em exercício) Geraldo Alckmin não recuou diante da elite industrial paulista. Em pleno edifício da Fiesp, na Avenida Paulista, Alckmin defendeu o fim da jornada 6×1 — uma das maiores bandeiras atuais da classe trabalhadora.

Confronto de Interesses

A fala de Alckmin não foi por acaso. Ela foi uma resposta direta e necessária ao presidente da Fiesp, Josué Gomes, que tentou “empurrar o problema para debaixo do tapete”, sugerindo que o debate fosse adiado para 2027 sob a desculpa das eleições.

Para o empresariado, a folga é um custo; para o trabalhador, é uma questão de sobrevivência e dignidade. Ao classificar o fim da escala 6×1 como uma “tendência mundial”, Alckmin deixou claro que o Brasil não pode mais ignorar a exaustão de quem produz a riqueza do país.

Por que a Medida é “Urgente-Urgentíssima”?

Enquanto os industriais pedem calma e adiamentos, a realidade nas fábricas e no comércio é de esgotamento. O fim da escala 6×1 não é apenas um “debate aprofundado”, mas uma necessidade para:

  • Saúde Mental: Combater o burnout e o estresse crônico.
  • Vida Familiar: Devolver ao trabalhador o direito ao lazer e ao convívio social.
  • Modernização: Alinhar o Brasil às práticas das economias mais produtivas do mundo.

O fato de um representante do governo de primeiro escalão defender essa pauta dentro da “casa dos patrões” é um sinal de que a pressão popular está surtindo efeito. A resistência do empresariado é esperada, mas a urgência de quem trabalha seis dias para descansar apenas um não pode esperar o calendário conveniente da Fiesp.

Fonte: UGT

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