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Lavanderias públicas: O Brasil lavando a roupa suja da desigualdade

A implementação de lavanderias públicas e comunitárias no Brasil marca um avanço histórico na Política Nacional de Cuidados. Mais do que um local para higienização de roupas, esses espaços funcionam como centros de emancipação feminina e justiça social.

Sucesso de Caruaru (PE)

A experiência de Caruaru serve como o “farol” para o restante do país.

  • Capacidade de Atendimento: Cerca de 200 pessoas por dia.
  • Impacto Social: O projeto reduziu drasticamente o tempo gasto em tarefas domésticas não remuneradas, permitindo que mulheres buscassem qualificação profissional.
  • Modelo de Gestão: Integração entre lavagem mecânica e espaços de convivência, criando uma rede de apoio que combate o isolamento social.

Depois Petrópolis (RJ)

A recente comitiva do Ministério das Mulheres em Petrópolis (janeiro de 2026) consolidou a chegada do projeto à Região Serrana do Rio.

As comunidades de Serrinha (Independência) e Alto da Derrubada (Fazenda Inglesa) foram escolhidas estrategicamente por sua vulnerabilidade social e geográfica.

O diferencial é que o projeto em Petrópolis aposta na escuta ativa. O Prefeito Hingo Hammes e a Secretária Rosângela Stumpf destacam que a planta física e as atividades formativas serão moldadas conforme as necessidades reais das moradoras locais.

Números da Política

Para entender a magnitude do projeto, é preciso olhar para o investimento e para a carência que ele supre:

Por que Lavanderias Públicas?

A Secretária Rosane Silva reforça que o objetivo é a Autonomia Econômica. Ao retirar o fardo do trabalho manual da lavagem de roupas (que muitas vezes leva horas do dia de uma mulher), o Estado devolve a ela:

  1. Tempo: Para estudo, lazer ou descanso.
  2. Saúde: Redução de doenças osteomusculares causadas pelo esforço repetitivo.
  3. Renda: Capacitações oferecidas no local preparam as usuárias para o mercado de trabalho.

“Não estamos entregando apenas máquinas de lavar; estamos entregando horas de vida e dignidade para quem sempre cuidou de todos, mas raramente foi cuidada pelo Estado.”

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