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Juros altos: maquiagem que sufoca a economia

A redução de apenas 0,25 ponto percentual na taxa de juros não representa alívio nem mudança real. Para José Reginaldo, presidente da CNTI e vice da Nova Central, trata-se de mera maquiagem que mantém um modelo econômico que estrangula a produção e penaliza trabalhadores.

Em entrevista à Hora do Povo, ele denuncia que a política de juros no Brasil não é neutra: é uma escolha que transfere renda do povo para o sistema financeiro. Na prática, juros elevados significam crédito caro, investimentos travados, indústria parada e estímulo à informalidade.

Reginaldo defende que, diante da instabilidade internacional — marcada por guerras, invasões e ameaças a países como Palestina, Irã, Venezuela e Cuba — o governo deveria reduzir os juros de forma significativa, fortalecendo a indústria nacional e os direitos sociais.

Segundo ele, cada ponto percentual da taxa representa bilhões que deixam de ser investidos em hospitais, escolas e infraestrutura, alimentando apenas o rentismo. “O povo brasileiro não tem que pagar com desemprego, precarização e arrocho o preço das guerras do mundo e dos lucros dos especuladores”, afirma.

A escolha é clara: ou o Brasil aposta na produção, na reindustrialização e em políticas públicas, ou continua refém de um sistema que privilegia o capital financeiro em detrimento do desenvolvimento nacional.

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