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Joci de Souza quer o fim da escala 6×1, que classifica de exaustiva

A discussão nacional sobre o fim da jornada de trabalho 6×1 — modelo que prevê apenas uma folga após seis dias consecutivos de serviço — ganhou novos contornos em Brusque nesta segunda-feira (16). Em entrevista ao programa Rádio Revista Cidade, o coordenador do Fórum Sindical de Trabalhadores do município, Joci Luiz de Souza, defendeu a revisão do modelo, classificando a proposta como um avanço essencial para a saúde do trabalhador.

Para o líder sindical, o debate que hoje domina o Congresso Nacional e as redes sociais não é um fenômeno súbito, mas o ápice de uma insatisfação que vem sendo gestada há mais de uma década. “O que eu conversava com as categorias lá em 2008 e 2009 acabou estourando agora com o clamor da classe trabalhadora”, pontuou Joci, ressaltando que o modelo atual é “exaustivo” e compromete o bem-estar social.

Maior descanso

Um dos pontos centrais da fala de Souza foi a desmistificação de que o trabalhador exige folgas especificamente aos sábados e domingos. Segundo ele, em setores como o de turismo e hospitalidade (hotéis e restaurantes), a categoria compreende a natureza do serviço “sete dias por semana”, mas reivindica um período de descanso mais robusto.

“Ele não está pedindo o sábado e o domingo; ele está pedindo dois dias de descanso”, explicou o coordenador, enfatizando que o foco é a recuperação física e mental, independentemente do dia da semana.

Respaldo legal

Embora o diálogo entre sindicatos e empresas seja constante, Joci Luiz de Souza demonstrou ceticismo quanto à eficácia de resolver a questão apenas por meio de convenções coletivas ou dissídios individuais. Para o coordenador, a mudança precisa ser institucionalizada via legislação federal para garantir isonomia e segurança jurídica.

“Precisamos de uma lei. Se depender apenas da negociação pontual, o avanço é muito mais difícil”, defendeu.

O debate em Brusque reflete uma mobilização nacional. Enquanto representantes do setor empresarial expressam preocupação com os custos operacionais e a produtividade, o movimento sindical local reforça que o impacto positivo na vida do trabalhador deve ser a prioridade da reforma.

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