O mercado de trabalho global atravessa uma das transformações mais profundas da história recente, e o setor de Turismo e Hospitalidade está no epicentro dessa mudança. Segundo dados recentes do LinkedIn, a Inteligência Artificial (IA) tornou-se o principal motor de produtividade, estimando-se que 70% das competências utilizadas nas funções atuais serão transformadas até 2030. No Brasil, essa realidade já bate à porta de hotéis, agências de viagens e restaurantes, exigindo que o profissional do “bem receber” se torne também um gestor estratégico de dados e tecnologia.
A nova lista de “Habilidades em Alta” do LinkedIn revela que a sobrevivência competitiva no setor não depende mais apenas da simpatia no balcão, mas da capacidade de aplicar tecnologias para otimizar processos. A automação e a análise de dados estatísticos surgem como ferramentas indispensáveis para cargos como gerentes de revenue management e planejadores de eventos, que agora utilizam a IA para antecipar fluxos turísticos e personalizar roteiros com precisão matemática.
No entanto, em um setor onde o “toque humano” é o produto final, as chamadas soft skills ganharam um status de luxo. A comunicação assertiva e a resolução de conflitos aparecem no topo das necessidades para guias de turismo e concierges, que operam em ambientes híbridos e multiculturais cada vez mais complexos. Em paralelo, a visão estratégica e a liderança tornaram-se fundamentais para que gestores de meios de hospedagem identifiquem tendências de mercado e mantenham a sustentabilidade do negócio diante de consumidores cada vez mais exigentes.
Outro ponto de atenção para os trabalhadores da área é o foco na retenção e gestão de relacionamento com o cliente (CRM). Com o mercado brasileiro de alimentação e serviços de bebidas em constante expansão, saber manter o cliente engajado é tão vital quanto atraí-lo. Isso exige uma compreensão profunda de política comercial e a habilidade de resolver problemas de forma colaborativa, garantindo que a jornada do viajante seja fluida do check-in ao feedback final.
Para os profissionais que buscam se destacar, o recado é claro: o aprendizado contínuo não é mais opcional. Cerca de um quarto dos trabalhadores já planeja priorizar a educação profissional este ano. Seja na gestão de talentos dentro de uma rede hoteleira ou na implementação de processos automatizados em uma agência digital, o profissional de Turismo do futuro será aquele que conseguir equilibrar a eficiência dos algoritmos com a empatia e a hospitalidade que só o ser humano pode oferecer.
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