Filiado a:

Economia criativa impulsiona turismo e gera empregos no Brasil

Artesanato, gastronomia e manifestações culturais têm se consolidado como pilares da chamada economia criativa, setor que vem ganhando protagonismo na geração de empregos e na valorização do turismo em diversas regiões do país.

De acordo com especialistas, o turismo contemporâneo não se limita apenas a paisagens naturais ou infraestrutura hoteleira: cada vez mais, os visitantes buscam experiências autênticas, capazes de traduzir a identidade local. Nesse contexto, o artesanato regional, a culinária típica e as expressões culturais — como música, dança e festivais — tornam-se diferenciais competitivos e fontes de renda para comunidades.

Em cidades históricas e destinos turísticos emergentes, feiras de artesanato e rotas gastronômicas têm atraído milhares de visitantes. Além de movimentar a economia local, essas iniciativas fortalecem o sentimento de pertencimento e estimulam a preservação de tradições. “O turista quer levar para casa não apenas lembranças, mas histórias e sabores que representem o lugar”, explica a pesquisadora em turismo sustentável, Maria Helena Duarte.

Segundo dados do Ministério do Turismo, a economia criativa já responde por uma parcela significativa dos empregos gerados no setor, especialmente em micro e pequenos negócios. A produção artesanal, por exemplo, envolve desde famílias que mantêm técnicas tradicionais até jovens empreendedores que inovam com design contemporâneo. Na gastronomia, chefs e cozinheiros locais transformam ingredientes regionais em pratos que conquistam paladares e ampliam a visibilidade das comunidades.

Além do impacto econômico, a valorização da cultura como ativo turístico contribui para a inclusão social. Projetos que envolvem mulheres, jovens e comunidades tradicionais têm demonstrado que o turismo pode ser uma ferramenta de desenvolvimento sustentável, capaz de reduzir desigualdades e promover diversidade.

Para o presidente da Contratuh, Wilson Pereira, o fortalecimento da economia criativa é estratégico para o futuro do turismo brasileiro. “Quando valorizamos o artesanato, a gastronomia e a cultura local, estamos não apenas gerando emprego e renda, mas também construindo um turismo mais humano e sustentável, que respeita as pessoas e suas histórias”, afirmou.

Com a expansão do turismo cultural e gastronômico, especialistas defendem políticas públicas que incentivem a formação profissional, o acesso a crédito e a promoção internacional desses produtos e experiências. “Investir na economia criativa é investir em pessoas, em histórias e em talentos que transformam o turismo em uma experiência única”, reforça Duarte.

********

O que achou da matéria? Comente em nossas redes sociais.