A segunda edição da Virada Feminina, realizada no sábado na Câmara Municipal de São Paulo, contou com a participação ativa da diretora da Mulher e Gênero da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh), Mariazinha Hellmeister, que representou a entidade no evento. A participação de deu ainda mais relevância ao encontro, mostrando que a Contratuh está na linha de frente das discussões sobre igualdade de gênero e combate à violência contra mulheres.
O encontro reuniu lideranças políticas, autoridades e representantes da sociedade civil organizada em torno de uma mensagem contundente: não há motivos para comemorar. Diante de estatísticas alarmantes, o evento promoveu uma reflexão sobre a aplicabilidade das leis já existentes e a necessidade urgente de reeducação social.
Aplicabilidade da Lei – Os debates destacaram os números chocantes da violência de gênero no Brasil — quatro feminicídios e 150 estupros de meninas e mulheres por dia. Marta Lívia, idealizadora da Virada Feminina, lembrou que, apesar de o país possuir uma das legislações mais avançadas do mundo, como a Lei Maria da Penha, o grande desafio é garantir sua efetiva aplicação.
Reeducação Masculina e Autonomia Econômica – A ministra Márcia Lopes ressaltou a importância de incluir os homens na discussão e investir em letramento e respeito às novas gerações. Ela também destacou o papel produtivo das mulheres, especialmente agricultoras familiares, na sustentação alimentar do país.
Punições e Prevenção – A vereadora Sandra Tadeu defendeu punições mais severas, como prisão perpétua para casos de feminicídio e estupro, e propôs medidas preventivas estruturais: disciplinas voltadas ao respeito e combate à violência já nas creches e escolas municipais.
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