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Contratuh, Federações e Sindicatos contra o trabalho infantil no Carnaval

Durante o Carnaval de 2026, os sindicatos filiados à CONTRATUH realizaram uma ampla ação de conscientização contra o trabalho infantil nas grandes festas populares do país. A iniciativa integrou a Rede de Proteção da Criança e do Adolescente no Carnaval Sem Trabalho Infantil, que alertou foliões e comerciantes sobre os riscos e danos irreversíveis que a exploração de crianças e adolescentes causa. A campanha destacou que, nas aglomerações carnavalescas, o trabalho infantil se intensificava em atividades como venda ambulante de alimentos e bebidas, flanelinhas, mendicância e catação de latinhas, expondo menores a condições de sol e calor excessivos ou chuva e frio, além de perigos como tráfico de pessoas, exploração sexual, abuso moral e contato com drogas.

Com o lema “Entre na Folia Contra o Trabalho Infantil”, os sindicatos distribuíram materiais informativos e reforçaram a orientação para que a população não comprasse produtos ou serviços oferecidos por crianças e adolescentes. Um dos trabalhos de destaque foi a Campanha Carnaval Sem Trabalho Infantil São Luís-MA. A ação buscou sensibilizar a sociedade sobre a importância de proteger a infância e garantir que meninos e meninas tenham acesso à educação, lazer e desenvolvimento saudável.

Os dados mais recentes reforçaram a urgência da mobilização. Segundo o IBGE, cerca de 1,6 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos estavam em situação de trabalho infantil no Brasil em 2024, o que correspondia a aproximadamente 4,3% da população nessa faixa etária. Apesar da dimensão do problema, menos de 1% dos casos foi alcançado pela fiscalização do Ministério do Trabalho. Em 2025, o número de denúncias cresceu quase 20%, com destaque para São Paulo, Minas Gerais e Paraná, que lideraram os registros no Ministério Público do Trabalho. Ao longo do ano, 4.318 crianças e adolescentes foram afastados de situações de exploração, sendo 80% submetidos às piores formas de trabalho infantil, aquelas que envolvem graves riscos à saúde, segurança e integridade moral.

A ação da CONTRATUH durante o Carnaval somou-se a esse esforço nacional, lembrando que combater o trabalho infantil é responsabilidade coletiva e que a folia só pode ser completa quando respeita os direitos das crianças e adolescentes.

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