Filiado a:

Centrais sindicais farão manifestações descentralizadas no 1º de Maio

As principais centrais sindicais do país decidiram cancelar o tradicional ato unificado de 1º de Maio, realizado há décadas, e optaram por manifestações descentralizadas em diferentes cidades e bases locais. A mudança, considerada “dolorosa, mas amadurecida”, reflete a busca por maior proximidade com os trabalhadores e por fortalecer a mobilização em cada categoria.

Entre as entidades que se destacam nessa nova estratégia estão a Nova Central e a Contratuh, que costumam atuar de forma afinada em datas simbólicas e em pautas trabalhistas relevantes. Outras representações também estarão presentes, sem distinção, reforçando a pluralidade da mobilização.

Temas básicos

As reivindicações que pautam os atos incluem a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1, a regulamentação do trabalho por aplicativos e o combate à pejotização. Também ganham espaço temas como o direito de negociação para servidores públicos e o enfrentamento ao feminicídio, ampliando o alcance social das manifestações.

A decisão das centrais ocorre após atos recentes em São Paulo, que registraram adesões variadas e, em 2024, menor participação. Como forma de manter o calendário de mobilização, foi realizada em 15 de abril, em Brasília, a Marcha Alternativa na Esplanada dos Ministérios, que reuniu cerca de 10 mil pessoas e entregou uma pauta de reivindicações ao presidente Lula, à Câmara e ao Senado.

Para dirigentes sindicais brasileiros, a descentralização representa uma inovação capaz de fortalecer as bases e dar maior visibilidade às demandas específicas de cada categoria. O 1º de Maio, portanto, ganha novos contornos em 2026: menos concentrado em um grande palco e mais espalhado pelo país, mas com a mesma força de reivindicação que marca a data histórica dos trabalhadores.

“A pluralidade desta manifestação vai significar que os trabalhadores dos mais variados segmentos estão na expectativa de novas conquistas. As duras perdas e as reformas trabalhistas mal executadas, expuseram a tentativa de esvaziar os meios sindicais. Esperemos que as ações localizadas reflitam diretamente o descontentamento dos trabalhadores e das suas representações”, comentou o presidente da Contratuh, Wilson Pereira.

********

O que achou da matéria? Comente em nossas redes sociais.