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A importância da consciência política para as conquistas sociais e trabalhistas

Nos dois últimos governos federais, de Michel Temer e Jair Bolsonaro, a classe trabalhadora sofreu grandes perdas de direitos trabalhistas e sociais, com tentativas de destruir a democracia por meio de ameaças de golpe de Estado.

Nos 3 anos e 3 meses do governo Lula, podemos afirmar que tivemos alguns avanços significativos, além da retomada das estruturas dos órgãos governamentais que foram desmantelados, até mesmo desativados, a exemplo do Ministério do Trabalho e do Ministério da Indústria e Comércio.

A retomada da política de valorização do salário mínimo, com aumento real; a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5.000,00 (cinco mil reais) com redução para quem ganha até R$ 7.350,00; a retomada da política da casa própria; a evolução das cotas nas universidades e outras políticas sociais foram e são fundamentais.

Mais recentemente, o presidente Lula sancionou a lei que amplia a licença-paternidade, passando de 5 para 10 dias a partir de 1º de janeiro de 2027, para 15 dias a partir de 1º de janeiro de 2028 e para 20 dias a partir de 1º de janeiro de 2029. Consideramos este avanço fundamental para o pai poder ajudar e participar dos primeiros dias do filho recém-nascido, oferecendo apoio à mãe, que após o parto precisa de cuidados especiais.

Precisamos ter consciência de que os avanços só se tornam possíveis com lutas e conscientização de classe e política. Na hora de escolhermos nossos representantes, seja para o Poder Executivo ou Legislativo, eleger pessoas que não defendem a democracia tira o poder do povo, o poder de cobrar e avançar em suas conquistas.

Apesar de termos eleito o presidente Lula em 2022, os deputados e deputadas federais eleitos formaram uma Câmara Federal composta, em sua maioria, por defensores de políticas contra direitos trabalhistas e sociais. A composição do Senado Federal também, em sua grande parte, defende políticas que atendem aos interesses de uma minoria que representa o capitalismo mais atrasado e perverso.

Nas duas instituições, Câmara Federal e Senado, em sua maioria de parlamentares conservadores, ainda por cima vigora a péssima cultura política nacional, de utilizar o cargo para o qual foram eleitos para atuar em causa própria e contra a maioria da sociedade.

Não resta nenhuma dúvida de que, se não fosse a habilidade e persistência do presidente Lula, o empenho de uma minoria de parlamentares progressistas que têm honrado seus compromissos com a maioria da sociedade, e o apoio do movimento sindical e social, não teríamos obtido os avanços que obtivemos.

Evidentemente, ainda estamos muito aquém de alcançar um patamar capaz de proporcionar condições dignas de vida a toda a população. Isso, porém, só será possível com justiça social.

Para isso, é fundamental que nas eleições de outubro, todos nós tenhamos a oportunidade de conhecer o comportamento daqueles que vamos escolher para nos representar. Que não nos deixemos enganar sobre seus objetivos reais, e seu compromisso com as lutas trabalhistas e sociais.

  • Artur Bueno de Camargo – Presidente da CNTA e vice-presidente da NCST

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